sexta-feira, dezembro 30, 2005

Retrospectiva sem detalhes

dezembro - Melancolia, lembrança, reflexões. Saudade. O fim do ano é melhor passar em casa do que passar por aí. No meio do mês: visita. Gente chata de dar pena, muita pena. Espera e esperança.
novembro - Ponto morto ou marcha lenta... onde é a porta de saída? Saudade ainda. Contato inútil... silêncio. Indiferença.
outubro - Crise E, econômica e emocional. Lembranças, algumas ilusões breves e bobas. Reaprender tudo. Muito cansaço.
setembro - Indiferença, tédio, dor, tédio, dor, cansaço... umas paqueras, um furacão por aí e aqui, lembranças...
agosto - Coração idiota. Breve contato. Briga. Mais decepção. Tédio, tristeza, tempo e umas idéias na cabeça querendo sair para uma vida que ultrapassasse um lead. Nasce um blog.
junho&julho - Passaram? Não lembro. Não deve ter acontecido nada demais.
maio - Batalhas, bicos, pouca grana. Aniversário. Nenhuma festa. Coração... deixa pra lá!
abril - "E.T, minha casa", onde? Rever colegas, procurar trabalho. Batalha. Rusgas definitivas. Um grande covarde. Decepção. Um adeus (?).
março - Fechar a mala, despedir de todos, partir pra Milano e entrar no avião lotado. Rusgas. Um covarde. Coração partido.
fevereiro - Remarcar a volta, tentar achar lugar nos vôos. Melhor esperar passar o carnaval. Coração apertado.
janeiro - Genova, preparando a volta, longe de Salerno, indo pra mais longe. Saudade chegando. Notícia ruím. Morreu longe de mim meu amigato, meu doce, meu querido, meu miau, meu gatinho. Dor, muita dor.

Na trincheira

Quem não tem mar vai de rio mesmo. Aqui, o que não falta é rio e vai todo mundo pra perto... parece que o povo todo do mundo tem a mesma idéia, a de que o mar pode levar ou lavar o que houve de ruím durante o ano ou a vida inteira :-)
Pra alguém que mudou completamente depois de ter visto o mar aos sete anos, até que sobrevivo bem - bem mal, que fique claro! - sem ele porém sinto sempre uma falta danada do brilho, do cheiro, daquele barulhinho das ondas quebrando; de tudo. Principalmente nas noites de reveillon.
Ainda bem que há o rio e nós também vamos até ele, afogar 2005 e ver raiar 2006. Poder abraçar meus pais cheios de saúde é já tanto mas queria ter algo mais pra comemorar além da saúde familiar :-(
Espero que Deus não se aborreça por estes meus instantes de ingratidão. Mas realmente, não tenho muito o que comemorar além de algumas decisões importantes e a saúde.
O que eu queria mesmo era poder deitar no peito daquele idiota, olhar pr'aqueles olhos até dormir e acordar em 2006; que acabando 2005, acabasse também o pesadelo da saudade. Mas também me contentaria em não lembrar nunca mais dele. O problema é que na real, matematicamente, fisicamente e cabalísticamente, esquecer sete anos, sem sofrer de amnésia, é impossível.
O tempo... esse traiçoeiro... ainda não sei se é problema ou solução.
Dia 31 de dezembro sem o mar é só mais um dia. Não tenho expectativas. Vai ser como atravessar uma rua - no meu caso, uma trincheira.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

::: 7 :::

Sete anos não são sete meses nem sete semanas nem sete dias nem sete minutos... e eu queria só sete segundos.

Tristeza

"É água no maaaaaaaaar...
é maré cheia, ô!
Mareeeeia, ô!
Mareeeeia.
É água no mar..."

Reminiscências

Alguém disse que tenho fascínio por Itália e é verdade. Além de ter me dado sangue, nome e sobrenome, umas histórias, umas dores, um sotaque terrone e o hábito de ter a mala sempre ao alcance dos olhos e das mãos, a Itália me conquistou. Um caso de amor à primeira vista ou ao primeiro schiaffone - perché qui a casa è valsa: pane e schiaffoni fanno i figli buoni... ma anche 'e figli so' ppiezz' 'e core :-)

Mas o primeiro lugar da Europa em que pus os pés foi Lisboa. Meu destino final era a Itália mas isso não vem ao caso. Quando coloquei a cara fora do avião, senti o vento forte e frio, apesar do sol e do céu azul inesquecível. Desci chorando as escadas do avião... então, aquela era a Terrinha! A neta dos pobres coitados que foram embora sem eira nem beira estava lá, "de volta", como se diz à moda italiana.
Pensei na Dona Domingas, a bisavó de olhos azuis. Minha avó lusa dizia que os olhos da bisa eram como duas contas, eram azuis como o céu forte. Acho que ela queria dizer que eram de um azul forte como o do céu mas misturava tudo na poesia que tinha quando lembrava da mãe.
Hoje, alguém falava em Lisboa e lembrei da casa da avó, sempre cheia de netos. A casa de gradio branco, de doces antigos e de doces inventados, dos bolinhos de chuva, dos santos no azulejo, do quintal... da vózinha pequena e frágil que quando se despedia era pra sempre. As despedidas dela tinham sempre um tom de "nunca mais". Deus te abençoe! Deus te faça feliz!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Pouco

Um pouco de novela, um pouco de emails, um pouco de café com leite... pouca disposição, pouca paciência e ainda é cedo demais pra ter sono.
Vira e mexe, meu pensamento vai parar lá num mesmo lugar, mesmo som, numa mesma hora e mesma luz. Outras vezes, o pensamento vai parar no futuro que nem sei se ainda pode realmente existir.
E o pior é que não ando sonhando nada demais pro futuro... são uns sonhos tão tão tão... pé no chão. Mas os sonhos mais simples, os sonhos de coração, não dependem só das mãos e, por isso mesmo, são mais difíceis. Agora, dei de escrever obviedades... uuufffff... Mas é isso mesmo que eu penso.
Sonhasse um carro de luxo na porta, saberia até dizer quais são as condições e as probabilidades de vir a ter um. Mas essas coisas não entram nas nuvenzinhas sobre minha cabeça. Já a chegada do consertador de asas que eu sonho, sabe-se lá do que depende realmente!
Suponho mas não sei...

Maria

Todas as minhas tias maternas e paternas têm esse nome. As maternas o têm como primeiro nome, as paternas o têm como segundo. Nunca tinha parado pra pensar na enorme falta de criatividade das vovós.
Ontem, fiz um post e coloquei umas florzinhas. Ficou tão lindinho mas foi só eu tentar corrigir uma palavra e pluft! Lá se foi meu texto...

Será que sou só eu a ter problema com o editor de texto do Blogger.com? Uffff...

Não vou mais enumerar os motivos que me fazem ficar assim, de humor duvidoso. Fato é que hoje meu humor está ainda variando entre o mau e o péssimo. Mas não estou zangada :-)

Na verdade, isso não é exatamente mau humor, deve ser a somatória de tédio com a carência e o aborrecimento já citado muuitas vezes este mês... vezes demais até.

Eu quero uma casa no campooooooooooooooooooooooo...

terça-feira, dezembro 27, 2005

"...lehadlik ner Chanukah..."
Que os oito filhos de Chana' nos sirvam de exemplo. Que nossas almas não se curvem diante da iniquidade e a luz do bem nunca se apague.

Quero fugir... pro mar

Ando dormindo mais do que deveria e mais do que gostaria. Dormir é modo de dizer. Tento não sair do meu quarto antes das 10 da manhã. Estes dias estão super folgados. Menos mal. Só assim posso continuar colocando em prática essa estratégia de repouso forçado... estratégia de fuga, é claro! Foi o único jeito que achei pra diminuir o número de horas em que tenho que aturar a matraca nos ouvidos.

Ontem, à noite, depois que a matraca dormiu, fui dar um giro de carro com meus pais. Passeio? Não. Foi fuga mesmo. Sentamos num banco de praça e tentamos ponderar o imponderável: quando ela vai embora. Nem minha mãe agüenta mais. Uma outra tia ligou ontem e, em extrema solidariedade, disse que vai tentar convencer a matraca a prosseguir na viagem e sair daqui. O problema é que a matraca está convencida a não continuar a viagem. Vamos ver quem vence a guerra...

E a pena continua.... penar pra nós e pena dela. Estou convencida de que é uma pessoa doente. Neurótica mesmo. As frustrações estão em cada palavra dela. Não há um pensamento bonito, carinhoso, alegre... são só dissimulações, queixas, comentários invejosos, fofocas, etc. Enfim, não dá mais e não chegamos nem aos 15 dias!

Devo estar intoxicada desse veneno que está espalhado no ar por aqui. Ando sentindo muuuiiita saudade do mar, do cheiro do mar, do barulho do mar...

Alguém me empresta um conchinha, por favor?! :-)

segunda-feira, dezembro 26, 2005

CHAZACA'

2006 SERÁ UM TEMPO BOM
2006 SERÁ UM TEMPO BOM
2006 SERÁ UM TEMPO BOM

2006 SERÁ UM TEMPO DE PAZ
2006 SERÁ UM TEMPO DE PAZ
2006 SERÁ UM TEMPO DE PAZ

Onde foi parar meu cérebro...?


Pena

É mesmo terrível sentir pena de alguém. Detesto sentir pena. Já disse isso, eu sei. Queria evaporar e voltar só no dia 15 de janeiro. Também já disse isso, eu sei :-(
Mas acho que essa data já não vale mais. A visita mudou de planos e me ferrei.
Ai ai... esse reveillon não promete... espero que 2006 me surpreenda positivamente. Hoje, estou chata de novo e mais do que ontem. Ok, ok... sou sempre chata. Então, digamos que, hoje, estou mais chata do que de costume.

Feliz é quem dorme

e não fica até tarde a pensar em amor perdido, lista de coisas pra fazer, chateações e abobrinhas mil.
Espreitando o blog alheio, li uma definição que me afundou definitivamente nas minhas abobrinhas. Alguém dizia que, ao longo dos 26 anos de casamento, a função do marido tinha sido consertar as asas da esposa e impulsioná-la nos vôos. Dizia outras coisas intressantes, contava uma história linda, duradoura e feliz mas foi essa definição da função do companheiro de uma vida que ressoou aqui dentro.
Depois, parei a leitura e fiquei ouvindo aqui dentro uma canção que, hoje, me veio à cabeça várias vezes. É boba e enjoativa mas tem tom nostálgico, fala de anjos, de recomeço e cita o natal... me caiu como uma luva. Estou mesmo muito chata hoje.

Io ti dirò le cose dette mai
Di questo amore noi saremo gli angeli
Il mio petto da cuscino per la vita ti farà
Sembra cominciata già
una storia senza fine

Farò girare il mondo intorno a noi!
Arriverà Natale senza nuvole
Le domeniche d'Agosto quanta neve che cadrà
E nel tempo che verrà
Il mio cuore ti sorprenderà....

Conclusão: preciso de alguém que me conserte as asas...

e só espero que o conserto não me custe os olhos da cara!

domingo, dezembro 25, 2005

Animador?

Meu horóscopo de hoje no Orkut:
"Tua velhice será muito tranquila" .

Lendo as entrelinhas - se é que pode haver entrelinhas no horóscopo do orkut! - me pergunto: é impressão minha ou o horóscopo tá dizendo que, enquanto a velhice não vem, eu tô ferrada?!:-(
Queria fazer um texto decente antes de cair desmaiada na minha caminha mas apesar do pouco sono, o cansaço não me permite mais do que deixar aqui um sinal da minha revolta por vários motivos! Semanas de exercício e meus braços continuam parecendo uns gravetooooooos! Nem precisa dizer que as alcinhas do meu vestido lindo rosa caíam o tempo todo esta noite... Isso sem falar nos seios que diminuiram por causa dos exercícios!!! Resultado: vestido folgado! Grrrrrrrr... Eis aqui uma pequena foto... só pra constar.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Na noite passada, sonhei sem dormir. Lembrei.


quinta-feira, dezembro 22, 2005

c a n s a ç o . . .

Aquele esgotamento de dias atrás, voltou...
Tantas pequenas reviravoltas e 2005 ainda não acabou. Que sacoooo!
Andei olhando pra bata branca lindinha que comprei pra usar no dia 31 e já não sei se vou conseguir esperar até o dia 31 pra vestir :-)
Hoje, almoço fora com as amigas. Vamos por os assuntos em dia. Amigas comprometidas nem sempre estão ocupadas. Menos mal. Assim, não vou ter que ouvir pontualmente as 10 da manhã a visita falar pela milionésima vez sobre o quanto adora salada. Acho que ela tem medo que alguém esqueça de fazer salada para o almoço. E não adianta nada explicar que aqui todos os dias tem salada na mesa...uufffff...
Cansei de reclamar, sabe. Aliás, detesto reclamar disso, afinal é da família. Só quero que esses dias passem, que este ano acabe e que o ano que vem vindo consiga a fácil proeza de não ser pra mim pior do que foi este 2005.

Enigma

Por quê será que quase todos os homens legais que conheço; sejam amigos, primos, colegas, conhecidos sempre casam com mulheres autoritárias que literalmente mandam neles?
Mulheres sensíveis e atenciosas de todo o mundo, uni-vos contra as feministas de última hora!
Acho que foram as neo-feministas - essas que acham que, ainda hoje, pode-se ficar discutindo as diferenças de gênero sem discutir economia e modo de produção - que conseguiram convencer muitos homens de que ser moderno, compreensivo e democrático significa ser submisso.
Se foi isso, que melecaaaaaaaa!
Estou intrigada... humm... preciso rever meus conceitos!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Resultado de 24 horas sem telefone e sem internet: trabalhos enviados com atraso ontem, uso excessivo do celular e muito aborrecimento fora de hora. Conheço um montão de gente que fica diaaaaaaaaaas sem telefone em casa e paga, sem reclamar, o valor da assinatura fixa que a empresa de telefonia cobra pelo serviço. Eu não tenho esse sangue de barata. Não acho meu dinheiro no lixo!
Aí, depois de passar horas no celular, ouvindo um milhão de musiquinhas à espera de um atendimento não-eletrônico, depois de perder tooooda a minha educação tentando fazer com que alguém do outro lado da linha resolvesse reestabelecer a telecomunicação aqui de casa, depois de praguejar infinitas vezes o finado Sérgio Mota que vendeu o sistema Telebras inteeeeeeiro por uns míseros trocados, depois de ter vontade de me jogar d'uma ponte porque uma ação na justiça contra a empresa de telefonia - que já é campeã de reclamações no Procom - levaria anos e ainda me faria gastar dinheiro com advogados; desligo o celular e tenho que ouvir da visita coisas como: "você é estouradinha, hein" ou "Nooooossa, pra quê tudo isso?!". Grrrrrrrrrrrrrr...
Minha resposta? Liguei o stereo e ouvi 3 vezes a canção que diz:
"Eu quero uma casa no campooooooooo
Do tamanho ideal, pau a pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada maaaaaiiiis"
Mas a visita não é boa entendedora, infelizmente. E meu stress aumentou depois de um papo besta que ouvi ainda há pouco. Minha tia está pensando em desistir de ir pra casa das outras irmãs. Por um minuto fiquei feliz por minhas outras tias não terem que passar pelo que estou passando. Depois, ela concluiu o raciocínio e sugeriu sutilmente que poderia ficar aqui até março.
Não acho que minha mãe tenha gostado da idéia. Então, há esperanças de que esse pesadelo não perdure. Mas e se minha mãe aceitar? :-(:::...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

"É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer... Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer..."

Planos... já fiz alguns no passado. Pra 2006, não tenho nenhum. A minha intuição diz que algumas coisas podem acontecer mas não são planos. Planos tem uma forma mais ou menos definida, uma lógica, um roteiro, uma sequência de desejos.

Hoje, acordei pensando em algo que tem que entrar nos meus planos. Já está nos meus sonhos. Mas sonhos não são necessariamente planos. E esse sonho não pode ser individual. É um sonho que depende da realização de planos meus e que tem que ter parte na vida de outro alguém. Tenho pensado nisso e, hoje, tive medo do sonho não virar plano nem realidade:-(

Foi-se o tempo em que uma mulher podia dizer em voz alta que tem vontade de ser mãe antes dos 30 sem que o namorado, noivo, marido, companheiro, encostado, etc entrasse em pânico e desaparecesse! Uma dessas minhas amigas comprometidas passou por isso na semana passada. O noivo sumiu por uma semana e reapareceu há uns dias. Disse que estava se sentido pressionado... e olha que ela tem 24 anos e disse querer ter o primeiro filho aos 30! Será que ele notou que entre 24 e 30 há 6 longos anos? Imagina se fosse meu o noivo e eu, que tenho 25 anos, dissesse querer ter um filho antes dos 30?! O cara teria ido parar no Japão!

Mas como eu sou a solteira no momento, preferi não dar teco na história deles nem dizer nada sobre o sumiço do cara. Limitei meu apoio ao empréstimo dos meus ouvidos por loooongas horas. Se há uma coisa que aprendi nesses 15 anos de amizade, é que amigas comprometidas em crise com o namorado, noivo, marido, companheiro, encostado, etc nem sempre compreendem bem o conselho de uma amiga não comprometida. Paciênciaaaaaaa...

Mais um dia...

desses que tem se repetido...
Carência e mais carência, um poço de carência é o que sou neste fim de ano. Já disse que ter amigas comprometidas é flórida? Pois é... Não que eu queira vê-las sozinhas, tadinhas... nem pensar! Mas precisavam se enrolar todas de uma vez só? Hehehe... elas é que estão certas!
No mais, minha mãe continua deixando a visita nas minhas costas a tagarelar... não sei como ela não fica sem voz de tanto falar! Ufffffff...
E hoje, vi uma foto dele feita ontem... está tão diferente. O homem que amei está escondido dentro daquele corpo ou não existe mais? Olhar frio, nenhum sorriso, um jeito apagado que nunca vi nele.
Escolhas... ele fez as dele e está arcando com o resultado.
De qualquer modo, preferia mil vezes saber que está feliz, que a escolha que me exclui foi a melhor. Não sou boazinha. Ver a felicidade dele me daria a raiva necessária pra encurtar o caminho entre o hoje e o amanhã do meu coração. Mas paciência.
E aquele gato do telhado... deu notícias de novo. Legal ele. Gosto e acho até que estou me interessando mas meu desconfiômetro tá ligado na potência máxima. Não sei se ainda vou conseguir voltar a confiar de verdade em outro homem como confiava naquele.

domingo, dezembro 18, 2005

Jai Guru Deva, OMMM...

Seja lá o que isso queira dizer, funciona! Vou até procurar saber o que significa.
Repetir essa frase aí é uma das técnicas de abstração que venho usando frequentemente. Principalmente pela manhã, antes de ultrapassar a trincheira número um, a porta do meu quarto.
O Lennon realmente era um cara que sabia das coisas...
Mas o que eu estou escutando é o meu amado CD The best of Bread. As canções deles foram trilha do namoro dos meus pais no iníciozinho dos anos 70 e até hoje estão na hit parade aqui de casa. Depois, acho que ainda vai dar tempo de ouvir sossegada um CD do Dylan antes que meus pais voltem do passeio com a visita.
Meu pai, ontem, só faltou engasgar de tanto rir vendo o quanto minha tia gosta de falar sozinha olhando pra mim. O "hum humm" já não está funcionando. Hoje, solidário, ele propôs o passeio. E quando elas insistiram pra que eu fosse junto, meu pai, pio como raramente, disse que eu devia estar cansada, com sono, blablabla e seria melhor dormir mais um pouquinho.
Adoro essa sutileza dele ;-)

sábado, dezembro 17, 2005

No title

Músicas natalinas no rádio a todo instante. Acabo ficando com isso na cabeça e cantarolando depois até no chuveiro. Os alemães chamam de vermes de ouvido aquelas músicas que ficam martelando dentro da cabeça. Eles são bons de definição.
E bons eram os tempos em que eu podia levar o stereo pro banheiro - hábito que meu pai conseguiu me transmitir sem esforço. Mas com a reforma, vieram esses chuveiros elétricos novos e mais potentes e os banhos ficaram muito chatos. Minha mãe nos proibiu de morrer eletrocutados nos banheiros. Decretou que nenhum aparelho eletrônico - nem mesmo o secador de cabelos - pode entrar no banheiro.
Até hoje, não descobri onde ela terá visto alguém tentar secar os cabelos debaixo do chuveiro.
Manhã chata esta de hoje. Trabalho atrasado, stress, tagarelices nos ouvidos, preguiça, vontade de sumir.
Lembrei da canção da Cecília.

"(...)Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.

Sei que canto.
E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada. "

I have nothing nothing nothing...

if I don't have youuuuuuuu... uuu...


estou sob o efeito da Houston no rádio :-)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Pense

em uma pessoa sem o mínimo de privacidade! Essa pessoa sou eu desde ontem. Só tenho paz no banheiro. Sem exageros! Até no meu quarto não dá mais pra ficar.

Trabalhar sossegada? Um sonho distante... Escrever um blog então... uffff...

Hoje, quase saí pra jantar com um cara que não tem nada a ver comigo só pra não ter que ficar aqui. Ter amigas comprometidas é flórida nessas horas. Mas bateu o remorso prévio. O cara é legal mas não tem realmente nada a ver. Aceitar o convite pra um jantar iria gerar as expectativas e bla bla bla... tudo o que eu não quero agora é ter que me preocupar com algo assim.

Um breve passeio no fim da tarde pra comer o pão de queijo duma padaria que fica à quatro quarteirões daqui resolveu uma parte da chateação.
O bom foi voltar e ver a sala livre. Estão batendo papo no quarto. Falavam alto como sempre. A surdez é um mal de família. E elas juram que falam baixo, tadinhas! Como sou gentil, fui lá e avisei que da sala ouvia-se bem os detalhes sobre os chifres que minha prima colocou no marido. Aí tive a sala e o silêncio ;-)
Agora, chocolate quente, livro e cama... não necessariamente nessa ordem. Pareço mais uma vovó... Cruz credo... :-(

Trégua

Saíram. Casa livre. Finalmente vou ter uns minutos sem perguntas me acertando por todos os lados. Nem acredito.
Alguém pode me beliscar por favor? ;-)
Adotei o conselho de responder a tudo com "humm... hum..." e está dando parcialmente certo. É que certos absurdos que ela diz devem ser combatidos à tempo ou corro o risco dela achar que estou concordando, o que a faria repetir a mesma asneira ad eternum.
E ontem, felizmente, antes do fim da chuva, aquela maldita pergunta já não estava incomodando meus pensamentos. Resignação me fez entender que sendo ele um homem covarde na altura dos 38 anos, só poderia estar seguindo a nariguda nas futilidades típicas dela e ainda mais frequentes nesta época do ano.
No início da noite, quando a visita já dominava a tv - Ó céuuuussssssss... ela gosta da novela das sete da Record! Não pode ser normal uma pessoa assim. - aproveitei pra sair de fininho do raio de alcance dela. Pouco depois, minha mãe chegou. A desalmada tinha me deixado só aqui por tooooooda a tarde com a visita que descansava - e me cansava!
Vim parar na internet e dei de cara com a mensagem de um certo gato que miou no meu telhado há uns meses. Está passando uns dias na casa dos pais, na Calabria... liguei o programinha que ele usa e lá estava, on line e cheio de novidades, perguntas, cantadas, etc.
Nunca namorei um cara da minha idade e ele é, dentre os homens que me rondam, o que mais se aproxima da minha idade. Foi nisso que pensei quando ele começou a me contar piadas e mandar beijinhos na webcam. Será que isso pode significar que me interessa? Já nem sei.
Sei que quase morri de tanto rir e disso eu gosto. Principalmente, porque não se trata de um palhaço, o normal dele é bem sério. O problema? É o fato dele ser um professor com um monte de calouras universitárias no pé a toda hora. E nem vou falar nas alunas do mestrado, que estão na faixa dos 40 e adoram cortejar o professor de 30. Ele acha que sou ingênua e insiste em me dizer que o assédio das quarentonas deve-se somente aos precoces cabelos brancos que ele tem no alto da cabeça. Ha - ha -ha , isso é que é piada! :-)
E esse 2006 já vai chegar atrasado, viu... já tô de saco cheio do natal e do ano novo... não dava pra pular essa parte e ir direto ao dia em que minha tia vai embora?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Tarde escura. Choveu e ainda chove. Uffff...
E trabalhar no pós-stress é difícil, viu... mas tô tentando.
Quando era pequena, nas tardes assim, tomava banho de chuva lá fora. Eu e um grupo barulhento de crianças que moravam por aqui. Agora, só há o barulho da chuva... e um pouco do rádio da empregada da casa em frente que está, como sempre, ligado com o volume nas alturas.
Nestas horas de chuva, mais do que em todas as outras horas, é que me pergunto onde ele está.

16:25

Sobrevivi ao almoço...

stressssss

Minha mãe acordou apressada... e apressadamente me acordou as 6:00. Pra quê? Pra ajudar a arrumar a casa, claro!

Estaria tudo arrumado se os esportes preferidos de meu irmão não fossem desarrumação de sala&cozinha e sujar louça depois da meia noite.

Estranhei o volume na voz dela e, por uns poucos minutos, tive esperanças que... sim, ela iria... finalmente, justiça... finalmente, direitos e deveres iguais... finalmente, iria acordar o marmanjo que dormia no quarto ao lado do meuuuuuuuu...

Mas foi tudo ilusão. Ela estava falando baixo. Eu é que, sonolenta, achei alto o volume da voz. E quando saiu do meu quarto, baixou ainda mais o volume pra não acordar o bebê que dormia no quarto ao lado do meu.

Em tempo: só há 1 quarto ao lado do meu. No quarto ao lado do meu, só dorme um único ser vivo.

Casa arrumada, dever cumprido e a pressa continua lá.

Ontem, as duas falavam ao telefone e minha mãe perguntou diversas vezes o horário da chegada do vôo... para, em seguida, esquecer e começar a me perguntar continuamente à que hora chega o vôo da tia. E não adianta nada explicar que não sou telepata e que até teria muito gosto em dar essa informação se em algum momento, depois do telefonema, minha mãe me tivesse dito a que hora chegaria esse maldito vôo!!! Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

Não lembro de ter feito nada assim tão grave nos últimos vinte e cinco anos que justifique certas relações obrigatórias que tenho nesta vida. Acredito sempre mais na teoria reencarnacionista e nos resgates kármicos :-(

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Em conta...

Poucos seres humanos são capazes de compreender quanta alegria pode existir em uma mulher quando encontra os cosméticos favoritos com preços de promoção e pode comprar mais dos mesmos sem ficar com os bolsos no vermelho por isso! Hoje, o kit firmador da Dove estava em promoção na farmácia. Yeeeaaaahh!!!
A loção - não sei porquê chamam de loção se isto é um creme! - tem um perfume tão booommm e, no kit, vem acompanhada do sabonete cujo perfume é igualmente booommm!:-)

Se funciona? Acho que só se eu fosse gorducha como as tipas da propaganda, poderia afirmar isso com plena certeza mas digamos que senti uma melhorazinha na tonicidade geral do meu corpitchio e isso basta pra que eu continue sendo uma consumidora voraz dessa loção ou creme ou seja lá o que for aquilo lá que eu comprei e que tem um perfumeeeeeee... ok, já disse isto.

Visita...

Minha tia chega amanhã e fica até a primeira semana de janeiro.
Será quase um mês ouvindo ela reclamar do tempo - não importando se faz sol ou chove - falar mal do ex-marido, fazer drama porque os filhos - aos quais nunca dedicou lá muita atenção - não são apegados a ela, contar todos os pormenores dos problemas de saúde que teve nos últimos 10 anos, falar mal de alguns parentes que ela acha - e eu tenho certeza - que não gostam dela...
E já estou até ouvindo minha mãe consolando minha tia por quase um mês... mas se eu tiver sorte, minha tia não vai esticar a visita...
E se eu não tiver sorte... o quê eu faço? :-(

terça-feira, dezembro 13, 2005

Nada demais

pra dizer nem pra fazer. Casa, tv ligada, porcaria passando na tela e, pra variar, esqueci de novo de pegar uns DVDs pra ver nestas noites. Aí, ligo o computador e plim... nada de internet. Muito preço e pouco serviço como sempre. Pego o telefone pra reclamar e piiiiiiiiiiiiiii... nada de telefone também.
Mas "sou brasileira e não desisto nunca". Do celular, ligo e descubro: o provedor de internet fez a segunda manutenção de emergência este mês. E o telefone não estava funcionando porque a manutenção do provedor contagiou a empresa telefônica que também é chegada às manutenções de emergência. Isso não quer dizer que normalmente meu telefone funcione o mês inteiro. Pelo contrário, o telefone custa sempre mais e funciona sempre menos... quem mandou o povo acreditar no papo dos neo-liberais ?
No tempo da Telebras, telefone era serviço público, agora é luxo. No tempo da Telebras, falar ao telefone era um direito adquirido - à peso de muitos impostos investidos em tecnologia - e parte da política nacional de desenvolvimento das regiões, um recurso para minimizar as distâncias enormes que separam o norte do sul, o leste do oeste, etc. Agora, falar ao telefone é crime contra o próprio bolso.
A coisa boa da noite foi que, com a pane geral das telecomunicações aqui de casa, resolvi sair e ver um pouco as luzes da decoração de natal que, a cada dia, vão se multiplicando pela cidade. Uma hora girando... aí veio a chuva e acabou a brincadeira.
E de novo: casa, tv ligada, porcaria passando na tela e a pergunta que não quer calar... por quê - DEUS, POR QUÊ???!!! - justo no dia dos descontos, eu esqueço de passar na locadora e pegar os DVDs?! :-(

Ando precisando...

  • de colo...
  • de abraços apertados...
  • de um que cantasse pra mim algo como Delta Lady do Joe Cocker (mas acho que não é ele o autor) ou Woman, do Lennon...
  • sentir amor por esse um... ou ao menos, não sentir mais amor por aquele outro um.
E enquanto estava aqui na carência ridícula, meu pai estava no pátio. Entrou agora pra dormir e jurando ter visto um "asteróide cruzar o céu e se desintegrar". Não, meu pai não consumiu nenhuma substância estranha.
É que ele gosta de olhar o céu. Mas olha com os olhos masculinos de quem gosta de física, astronomia e de todas essas coisas que não entendo e não me interessam muito posto que sou mulher e tenho menos tempo pra pensar em coisas distantes de pessoas e do pedaço de chão onde estou a viver esta vida.
Felizmente, meu pai não é daqueles que ficam procurando ets e ovnis no céu. Ele olha pros astros mesmo, analisa a posição das constelações, etc. E sendo homem, ele disse ter visto um asteróide.
Mulheres vêem estrelas cadentes. Mulheres fazem um pedido quando vêem uma estrela cadente - e ainda damos um jeito de concentrar uma porção de desejos em um único pedido!
Ando precisando ficar mais no pátio à noite!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Lembrete

Ensinar minha filha - se um dia, eu tiver uma! - a nuuunca esperar que um homem seja capaz de importar-se com os sentimentos dela tanto quanto ela mesma e muito menos tanto quanto ela for capaz de se importar com os sentimentos dele. Se aprender bem isso, todo o resto ficará bem mais fácil... ou menos difícil.

A faca, o queijo e a vontade?

Enfim, a árvore está aqui perto. A caixa de enfeites e as renas também... Agora, só falta achar a vontade pra fazer de uma vez por todas esse raio de decoração de natal!

Mas por quê mesmo tenho que ser eu a fazer isso, heiiiiiiiin?!

Ah... lembrei! Porque minha mãe quis assim, claro!

E como o dia 24 de dezembro é também o aniversário dela, nunca tenho coragem de dizer não:-(

domingo, dezembro 11, 2005

- Poxa vida! Ela estragou meu cardigan preferido. A ponta do zipper tá derretida... já viste?
- Por quê não vais com aquela blusa estampadinha que te dei?
- Porque não.
- Se ias encostar a blusa, devias ter ido trocar quando ganhaste.
- Não é isso. É que não tem nada a ver com o jeans e o tênis, né?
- Se vais encostar a blusa, devolve que arranjo quem queira!
- Grrrrr...
Às vezes, conversar (?) com minha mãe me deixa a sensação de que os oito anos que passei a estudar comunicação social foram absolutamente inúteis.
Estou pensando seriamente em pedir auxílio aos teóricos da recepção.

sábado, dezembro 10, 2005

100 e sem...

Pode parecer estranho mas o painel de controle do Blogger.com tá dizendo que este será o post de número cem. Nem sei se acredito. Mas será que o painel tá conferindo os posts que o Blogger.com comeu?
Seja como for, eu é que não vou contar os posts agora...
Ando sentindo falta de escrever mais com a minha Parker de estimação. Anotações nos bloquinhos não contam. Sinto falta de escrever pra valer, cadernos inteiros como fiz por muito tempo até a pós-aborrescência. Mas não deve ser uma falta assim tão grande ou eu não estaria aqui.
Também pode parecer estranho mas só agora me dei conta do tantão de tempo que estou sem namorado e da tragédia que é ficar um tantão de tempo sem beijar - porque a trouxa aqui só beija quando namora.
Lá se vai um montão de meses sem beijinhos nem beijocas nem beijões...
Deu-me até vergonha quando calculei o número preciso de dias nesse estado. Impublicável.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Vestido rosa

Ganhei hoje um vestido rosa muito bonito. Não é todo rosa, tem umas estampas, umas aplicações, enfim... gostei. Coisa rara é minha mãe acertar 100% o meu gosto quando resolve dar-me roupas de presente. Coisa mais rara ainda é ela acertar o meu gosto e o meu tamanho. Desta vez, ela acertou gosto e tamanho! Só não acertou mais porque os manequins ultimamente são meio estranhos. Ou será que meu corpo é que é estranho e só notei ultimamente?
Tenho ancas um tantinho largas e bumbum proeminente. Adoro essa parte. Na altura dos quadris, o caimento das roupas fica, quase sempre, ótimo. O problema está na parte superior. A combinação de seios pequenos, braços finos e ombros ossudos resulta em vestidos ligeiramente largos na parte superior. Alcinhas? Sempre caindo. Por isso, prefiro blusas com mangas e evito os vestidos - porque vestidos com mangas estão bem só pras freiras!
Mas o meu vestido rosa novo e lindinho é de alcinhas... e agora? Lá vou eu fazer exercícios redobrados para os braços e peiticos daqui até o natal - quando pretendo usar o vestido.
O risco é esse meu metabolismo doido não colaborar. Sabe-se lá porquê, há períodos em que não há exercício que consiga tornear meus braços. Assim como não há exercícios nem dietas que consigam reduzir meus quadris e meu bumbum. É pra rir ou chorar?
Nem uma coisa nem outra. Mulher - entre outras coisas - é ter que se conformar com a natureza.

Cancelei

a carta bomba da lista de coisas que estou pensando em fazer! A polha saiu de férias... Obrigada, Deus! Meus ouvidos comemoram! Mas se tivesse podido escolher, eu teria preferido os ingressos e todas as despesas pagas pra ir ver o U2 :-)

Julgamento, hoje?

- Porque no Brasil faz-se justiça... aos estrangeiros!
Nem acho que deveria escrever sobre esse caso porque, afinal, Dorothy Stang era paraense de coração... mas há algo que tenho que dizer mesmo que seja cá com meus botões.
Nos últimos 30 anos, 700 pessoas morreram assassinadas nos conflitos fundiários no Pará. Este ano, 18 pessoas já morreram desse mal.
Mas foi preciso que morresse uma missionária norte-americana, para que a justiça brasileira funcionasse e conseguisse levar a julgamento os assassinos em menos de um ano.
Moral da história? Se é pra morrer assassinado no Brasil, melhor antes naturalizar-se estrangeiro!

Última pergunta: Será que a justiça brasileira seria tão rápida se a missionária fosse paraguaia, colombiana ou peruana?

Última moral da história: se é pra naturalizar-se estrangeiro, melhor que seja em um país temido pelo governo brasileiro.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Da série coisas que estou pensando em fazer:

  • dieta
  • fundar o movimento "Eu queeeeero ver o U2 mas tô sem grana"
  • fundar o movimento "Eu queeeeero ver o U2 mas não estou de férias"
  • fundar o movimento "Eu preciiiiso ver os Stones mas não vou pelo mesmo motivo que me fará não ver o U2"
  • não ver tv - ou suicídio profissional
  • mandar uma carta bomba pra Solineusa Annemberg
  • beijar os pés do Mino Carta - il Brancaleone. Por quê? Porque ele é o responsável por isto aqui
E por falar nisso, recomendo vivamente a leitura desta crônica

Hoje é dia


Mas acordei ainda fora do estado de espírito necessário pra preparar a árvore. Tudo bem que todo mundo que eu conheço já tá com algum enfeitezinho pela casa mas e daí? Vou ficar me forçando a fazer o que não tô com vontade? Não! Afinal, não é uma obrigação. É o natal chegando devagar aqui dentro. Paciência.

Lá fora o clima parece querer colaborar... dia nublado, ventinho frio quando abri a janela, exatamente como os dezembros de mil novecentos e antigamente... deu até vontade de escrever cartinha pro Papai Noel. Meu presente? Parafraseando a Rita Lee, eu pediria: Papai Noel, me dá um namorado: lindo, fiel, gentil e tarado !

Realmente, é uma pena que o Papai Noel não exista...



" Oh, minha estrela amiga,
Por quê você não fez a bala parar? "

Beto Guedes

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Clima

Tô tentando começar a preparar a casa pro natal mas tá dfícil. O problema é que a árvore que eu quero tá guardada lá ó... bem no alto do armário dos meus pais... Amanhã, sem falta, eu tento - disse tento - começar a arrumar a árvore pelo menos. As renas são um capítulo a parte, tenho que comprar fitas novas pras bichinhas - sem trocadilhos! ;-)
Hoje, lembrei que uma prima minha insiste em dizer que eu tenho nariz de nossa senhora da Conceição. Vai saber em que imagem da Santa ela viu o meu nariz !

grrrrrrrrr

Será que agora vai ser assim? publico um e o Blogger deleta o anterior???? :-(

Sciopero

Já pensou como seria ficar um ou dois dias sem notícias? Isso sem falar na alegria de ficar até 2 dias inteirinhos sem ver as caras da Sandra Annemberg e da Fátima Bernandes? ;-)
Mas aqui não tem isso não... é na Itália que vai haver nova greve da imprensa por salários melhores - em relação a outros profissionais, o jornalista italiano é mal remunerado - e mais direitos! Bravi, bravi, bravissimiiiiiiiiiiiii...

Sono, chuva, preguiça, rádio ligada, trabalho, café com leite, trabalho, pãozinho, trabalho, esperar a visita, checar os emails, escrever um email, sair agora ou sair depois? Blogar... e tentar não deletar o blog inteiro por raiva do Blogger.com que simplesmente deletou meu post anterior.
Aumentar o volume... porque o Eros tá cantando se bastasse una canzone.
Feito!

"dedicato a tutti quelli che stanno aspettando
dedicado a todos que estão esperando
dedicato a tutti quelli che rimangono dei sognatori
dedicado a todos que continuam sonhadores
per questo, sempre più da soli...
por isso, sempre mais sós..."

terça-feira, dezembro 06, 2005

Pós-retensão

Existe um período do mês em que ganho alguns centímetros por todos os lados. E só Deus e minhas calças jeans sabem o quanto eu detesto isso!!!

Porém, assim que esse período passa, me sinto linda; enxuta, longilínea, poderosérrima! Não que eu não seja tudo isso de verdade... hehehe... mas no pós - retensão de líquidos o espelho realmente é tão mais simpático! Aliás, até o vidro fumé do box do chuveiro - que também é espelho nas horas vagas - fica simpático ;-)

domingo, dezembro 04, 2005

Ex-dona do mundo

Sabe aquela sensação de que está tudo no devido lugar? Não, não é o pós-faxina nem o dever cumprido. Falo mesmo daquela sensação de que nada falta, mesmo que esteja faltando um monte de coisas no armário, na geladeira ou na conta bancária; aquela sensação que só quem amou e foi - ou acreditou ser - amado conheceu. Ando sentindo falta dessa sensação, dessa certeza ou ilusão absoluta de que nada me falta, de que o mundo é meu. Porque quando o amor chega, o mundo é realmente todo nosso.

Ainda me lembro de como é ter tudo, o mundo todinho só pra mim. Essa é a pior parte. Lembrar de como era saber que quem eu amo queria me ver, ouvir minha voz, falar besteira comigo, fazer nada comigo, me contar o dia, saber do meu dia, me abraçar, beijar, etc.........

De todas essas coisas, a que me faz mais falta é o silêncio de mãos dadas, o silêncio de quem nada fala porque está muito ocupado dizendo tudo com o silêncio, está tendo o mundo todo nesse silêncio.

Engasgada em branco e preto

Digam o que quiserem; que o juíz não ajudou com os pontos, que o time fez boa campanha, que os jogadores foram os melhores do campeonato, etc, etc...

Eu é que não vou conseguir soltar meu grito. O campeão levou mas não ganhou. Sair de campo derrotado e festejando é coisa nova no Corinthians. Nem sempre foi assim... a história explica o que digo. E este título de 2005 pode até entrar pra história do Clube mas não vai entrar pra história alvinegra do meu coração que - não, doutor, eu não me engano! - apesar de hoje, continua corinthiano.

Consegui

Alterar o template e resolvi voltar. Nem sei porque tô tão empacada com esse negócio de template. Tanta coisa pra fazer e eu implicando com este treco. Mas não suporto nada que agrida muiiiito meus olhos. Deve ser por isso que implico...

Enfim, vou deixar este aqui por enquanto. Ainda não tá do jeeeeito que eu quero mas vai melhorar. Isto é, se o Tico e o Teco, meus dois neurônios, conseguirem se entender e me deixarem desenrolar esse monte de códigos que está até agora zanzando na minha cabeça!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Mudança

Depois de muito refletir, mudei o endereço do blog:

http://salvietta.splinder.com/

Espero não me arrepender!

Mesmo que Ratzinger e seus urubus de plantão prefiram vê-la solta, mesmo que eu não queira pensar nisso, mesmo que ninguém queira nem tenha tempo pra pensar nisso, ela está por aí, espreitando tudo e todos... matando gente há pelo menos 25 anos - a minha idade. Então, hoje, se eu pudesse, pararia o tempo pra que todos tivessem tempo de sobra pra pensar e refletir e decidir lutar contra ela ao menos individualmente.

Alguns

novos planos na caixola... alguns velhos sonhos querendo entrar na realidade... alguns chatos testando a minha paciência... alguma saudade louca e enlouquecedora... e muita vontade de começar logo algo novo, nem que seja só mais um novo ano.