terça-feira, janeiro 31, 2006

KIIIIIIIIIIIISSSSSSSSS MEEEEEEE !
Estou sob o efeito de Kiss Me música de um grupo meio desconhecido (ao menos pra mim!) chamado Sixpence None The Richer ;-)

Balangandans pros blogs

O que é esse bloggismo! Céus! Quanta coisa inventam pra bloggeiros de plantão. Já tinha esbarrado no wordpress mais de uma vez. Hoje, fui lá, fiz o cadastro e tal e coisa maaaasss... quando chega na hora de personalizar, baba tudo!
Não há explicações sobre como personalizar os templates. Os standards são até bem bonitinhos mas o bom seria que deixassem claro como fazer as alterações que - sabe-se - são possíveis. Por quê raios não dão logo essa informação ao invés ficar fazendo doce? Putzzz... gostei tanto de lá mas não vou mudar de novo não.
O blogger.com - pasme! - acaba de subir no meu conceito. Afinal, cá existe uma janelinha que me permite alterar tudo sempre que me der na telha! Ou seja, digo ao povo que fico! E nem cheguei a dizer que ia... beh... progressão textual saltitante é o nome disto! :-)

And so it is...

O tempo passa, o tempo voa, a poupança bamerindus nem existe mais e eu estou aqui... me sentindo como alguém que perdeu o trem.
  1. Esperar
  2. Não ligar
  3. Tentar não pensar
  4. Fingir que esqueceu
  5. Arranjar mil atividades pra tentar esquecer
enfim, pois bem, vamos ao que interessa... quando todas essas táticas falham, o que se faz?
Volta-se para a primeira, né ?
Então, tá! :-(
I can't take my mind off you...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Observações tardias

Meu irmão gosta de agarrar a namorada no sofá da sala mesmo quando estão presentes todos os demais membros da família.
No início, pensei se tratasse de uma atitude pra impressionar meu pai e fazer com que se sentisse orgulhoso do filho macho que conseguiu gerar. Mas meu pai não se impressiona com essas coisas. Meu pai não é tacanho e meu irmão sabe disso. Meu pai se orgulha de nos ter educado nas artes e não no machismo e no porrete.
Então, depois de muito refletir, comecei a achar que meu irmão age assim para chocar minha mãe e os restos de sua moral quase católica pequeno-burguesa que ainda resiste apesar dos quase 32 anos de casada com um anarquista. Mas novamente me enganei.
Meu irmão nunca foi reprimido pela moral de mamma, aliás, moris - regra - é coisa que meu irmão não decodifica lá muito bem quando não é criada e imposta por ele aos demais.
Foi matutando assim que, somente ontem, percebi nos atos de meu irmão o que já deveria ter percebido há mais tempo: exibicionismo. Bem que podia ser o nome dele.

domingo, janeiro 29, 2006

Francesco

Aqui e alí pela casa, ainda encontro pelinhos multicoloridos escondidos nos móveis, sobre as roupas nos armários ou nos cantinhos do sofá... como que a reforçar o que já sei.
Nem todas as faxinas vão apagar o que o soberano deixou, a alegria que ele espalhou cá dentro e o fato de que esta casa ainda é o castelo dele - como ele bem sabia - e nenhum canto daqui está fora do domínio daquele imenso ser e somos ainda seus súditos embora ele tenha ido pro céu dos reis, o céu dos magnânimos, dóceis, meigos, altivos e inteligentes; o céu dos gatos.
Um ano sem meu amigato. Saudade. E isso é tudo por hoje.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Ter que ser usuária do transporte público coletivo é algo que reduz a pó a dignidade de qualquer pessoa.
É uma experiência no mínimo traumática ter que juntar as últimas forças da alma e vencer a preguiça de levantar cedo na manhã de sexta, partir razoavelmente animada para o chuveiro, sair limpinha - e bem perfumada :-) - de casa e ter que entrar em um ônibus com uns 36 lugares para passageiros sentados, dos quais talvez a metade - se eu estiver em um dia de sorte! - tem o hábito de tomar um banho decente pela manhã, antes de sair pra trabalhar.
Meeeeeeeeu Jesuscristinho! O que aconteceu com a fama nacional de ser este um povo cheiroso, amante da higiene, que herdou dos indígenas o sadio - e necessário, dadas as temperaturas dos trópicos - hábito de tomar até muitos banhos no dia?
Ok. Va lá que tive que pegar um ônibus das piores linhas, desses que rodam bastante, passam pela feira e que trazem de volta, já pela manhã, alguns trabalhadores braçais do turno da noite. Mas mesmo assiiiiiiiiim... isso não justifica!
Sei lá o que aconteceu com a higiene geral da nação mas além de ter que aturar os odores - ia dizer fedores mas mamma não gosta que eu utilize essa palavra ;-) - desagradáveis logo cedo, há outras experiências nada interessantes que somos obrigados a viver no transporte público.
Quem nunca teve que viajar com uma das nádegas pra fora do banco porque o outro ocupante usava bem mais do que espaço a que tinha direito? Qual a mulher que nunca foi apertada (quase apalpada!) por homens cínicos e gordos que, com a desculpa do excesso de superfície, se encostam por demais em nós?! Isso sem falar nos que, de pé, se encostam nos ombros - e adjacências - de quem está sentado!
Ok, ok... há quem goste disso - embora eu não entenda- sei que há. Pode parecer engraçado até mas passada a primeira risada, o que resplandece é a miséria geral e a falta de tantas e básicas noções de bom convívio social que, na raiz, são a velha falta de educação e as decorrentes faltas de respeito por si e pelos outros.
E não bastasse tudo, o preço das passagens de ônibus são uma grande piada com a minha cara!
Para sentar - por assim dizer, já que quase sempre encontro pouco espaço - num banco sujo e viajar menos de meia hora imersa numa profusão de bafos e catingas insuportáveis, a otária que aqui escreve teve que pagar quase 2 reais!!!
Agora, pergunta se alguém quer reclamar? Não não... ninguém quer! Pra reclamar o que interessa, brasileiro já nasceu cansado!
Mas deixa o Parreira divulgar a escalação pra Copa pra ver se o povo todo não acha a tal disposição pra reclamar até da meia do goleiro...
Ô se acha!

13 Shevat, 5705 - Janeiro 27, 1945

"E se eu te esquecer, Jerusalem, então que a minha mão direita perca a destreza."

E...

Manhã um tantinho cheia :-)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Noites vazias...

Legalmente otários

Em grande parte da Amazônia, para ter acesso à internet via adsl, é necessário ter a assinatura de uma linha telefônica de uma certa empresa de telefonia fixa e pagar mensalmente uma nada módica quantia pela assinatura da tal linha mesmo que não seja feito durante o mês nenhum telefonema!

O cliente - à esta altura, otário! - deve ainda pagar mensalmente uma outra assinatura de valor não desprezível pelo serviço de acesso à internet via adsl. Note-se ainda que a empresa de telefonia cobra pela utilização dos meios físicos que estão legalmente concedidos - pelo des-governo - à ela e que o cliente deve pagar também mensalmente uma terceira assinatura para o provedor remoto de internet.

Não por acaso, essa mesma empresa de telefonia fixa que é a única com permissão para fornecer internet via adsl aos domicílios, é também a única a poder oferecer o já ultrapassado acesso discado à internet na Amazônia!

Existe uma outra empresa que oferece internet via rádio mas por limitação legal, o acesso via rádio só está disponível para empresas.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Bem que poderia continuar falando sobre a exclusão digital. Pensei muito nisso nestes dias. Mas não vai rolar. Queria mesmo era ter algo bom pra gritar pro mundo.
Um olho aqui e outro na tv. Na Record, está passando a terceira e última parte de "As bruxas de Salem". Espero que todas as crianças já estejam dormindo. Há tantos enforcados nesse filme que...ufff! Isso sem falar nas fogueiras do início.
Cada vez que as vejo, penso que, tivesse nascido há alguns séculos, eu teria sido queimadinha e reduzida à cinzas. Minha origem etnica não teria sido perdoada. Teria sido tostadinha, com certeza :-(
Ok. Pulo esse assunto também. Não rola ficar pensando em fogueiras. Quero dormir esta noite e sem ter pesadelos de preferência.
Também queria um certo travesseiro... mas o peito dele está lá, muito longe.
Falta de criatividade
não sei mais o que inventar pra conseguir fugir por mais uns meses de alguns compromissos sociais. A frase "fechada para balanço" anda na moda mas no meu caso é bem apropriada. Ao contrário do que aconteceu no período que acabou sem que eu notasse, neste mês de janeiro, estou meioquetotalmente anti-social. E tenho dito.
Agora, vou alí tomar meu café com leite que é quem nunca me abandona :-)

A volta da que não foi

Há mais mistérios entre um Pentium 3 e um Pentium 4 do que supunha minha vã filosofia!

Mas já fui digitalmente incluída e, passado o terror inicial de ter que instalar uma porção de coisas com nomes complicados, eis-me aqui.

E depois dizem que os idosos têm direito à inclusão digital. Ok, concordo. Mas sejamos razoáveis. Há que se inventar uma nomeclatura mais didática, autoexplicativa! Afinal, quantos idosos têm ainda espaço livre no disco mental pra memorizar tantos nomes em inglês sem similares curtos em português?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Minha tia foi embora

Não dá pra festejar mas até que eu poderia (e deveria!). Não é uma pessoa fácil a hóspede que acaba de ir embora. Mesmo assim, a pena voltou quando senti que estava muito satisfeita com a partida dela. É chato isso.

Essa partida, me fez pensar em mim mesma. Tenho muito medo de não saber envelhecer, de me tornar amarga e fria ou pior; de não conquistar afeto suficiente enquanto tenho tempo. Mas acho que estou no caminho certo, indo pra longe dessas coisas pequenas.
Claro que pode haver surpresas ruíns... mas prefiro não pensar nisso agora! Estou tentando ser otimista de vez em quando :-)

Ok... Não vou falar!


Será que fica chato falar nisso de novo?


NUMA NOITE COMO ESTA...
azar é ligar o rádio depois de estar horas a ouvir a chuva e dar com os ouvidos na voz da Houston cantando Greatest love of all, canção número dois do primeiro CD que ele fez pra mim. A número um era Just the way you are...

Dizendo assim rapidamente nem acredito. Mas está lá na gaveta o CD, com bilhetinho e tudo. Era dezembro de 1999.
Certas coisas nem o tempo vai poder explicar.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Desisto

dos 3 longos textos... estão por demais impregnados da minha revolta.
Minha vontade é preguicenta. Existem textos que lutam contra a minha vontade mas não vencem. Na verdade, não chegam nem a ser textos posto que não são lidos por ninguém além de mim. E há também alguns que ficam pela metade ou nem chegam à isso.
Sinto mesmo falta de umas conversas que tinha com aquele lá. Mas não ando me sentindo trancada como aconteceu há alguns dias.
É bom sinal ou é outra falseada recuperação definitiva?
A resposta ainda não tenho.
Podem me chamar insensível se quiserem. Eu deixo ;-)

Mas a pena acabou... e devo dizer que não estou mais zangada com o problema da ineficiência e da corrupção da telefonia nacional porque há notícias reconfortantes a dar...

ELA VAI EMBORA AMANHÃAAAAAAAAAAA!

RIECCOMI !!!

Sfinita però... :-(

estão em andamento 3 longos textos, frutos dos meus últimos 3 dias. Versam sobre:

  1. a vulnerabilidade dos consumidores brasileiros
  2. a ansiedade em ver minha tia sair daqui
  3. as minhas experiências metafísicas tidas durante os milhares de telefonemas que fiz para o atendimento eletrônico da Telemaracutaia.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

No way!

De novo vítima da empresa telefônica TELEMAR'ACUTAIA.
Prometeram que hoje volta a funcionar...

Pergunta se eu acredito?

Grrrrrr...

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Dia livre... mas ainda não livre o suficiente...

  • da visita que ainda não foi
  • da preocupação com a grana curta
  • da solidão
  • da desconfiança
  • da saudade
  • da preguiça
  • da chateação (fui comprar o pc e chegando lá, descobri que a placa de vídeo que eu coloquei no orçamento já não havia! Ufffffffffffissima! Vou ter que esperar chegar)

Confiar ou não confiar... eis a questão!

O calabrese tá no telhado de novo... tão engraçado ele. Gosto mesmo desse cara mas não confio. Aí já viu... floiiide tudo! Confiança é base e não acessório. Sem confiança quase cega, meu coração parece cofre sem chave. Difícil de abrir.

Ando ouvindo muito as rádios... a tv tá mesmo uma merrrrr...

Pra recuperar o sono perdido da madrugada, eu dormi a tarde toda. Mami está melhor agora. Disseram que devo cortar os cordões... hehehe... esses cordões foram arrancados há muito tempo mas meus pais não notaram! :-)
Sabe aquela frase da canção Pais e filhos, "são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer" ? Aplica-se como uma luva aos meus pais. Estão voltando a ser crianças e quero que se sintam seguros e que saibam que não estão sós nessa nova fase. Meu irmão é meio bronco pra essas coisas. Sensível como uma pedra.
Com os pais da namorada ele vira um poço de sensibilidade... coisas de filho homem talvez. Sabe-se lá porquê, filho homem vai sempre parar na casa dos sogros! Acho que muitas mulheres exigem - ou sutilmente provocam - essa migração de presença e afeto.
Aqui, valeu a lei do amor. Meu avós paternos e maternos contaram com o apoio e o afeto de meus pais. Acho natural amar os pais de quem amamos. E amar não quer dizer concordar, ser como unha e carne, etc. Sabe-se!
Putzzzz... fugi do tema. Digressões. Ufff... mas qual era mesmo meu tema hein? ;-) Ah sim, a confiança. Preciso reaprender a confiar...
hummm... preciso mesmo?!
Ufffff... tá bom, eu sei que preciso mas tá difícil. Melhor aguardar as cenas do próximo capítulo!

domingo, janeiro 15, 2006

Cansei da solidão

isso já deveria bastar pra que passasse! Mas não basta. Putzzz...
Pai fora à trabalho. Noite. Meu irmão e a namorada por aqui até tarde, a tia enchendo o saco com a tv, minha mãe preocupada e/ou stressada... e eu? Eu fui dormir mais cedo, que era tudo de decente e menos beligerante que eu poderia fazer!
Depois, além da porta fechada do meu quarto, minha tia foi dormir, minha mãe começou a sentir um mal estar, meu irmão - sensibilíssimo - disse que ela tomasse camomila. Meu irmão foi devolver a namorada à casa dela, voltou às 2:30 e, tendo encontrado minha mãe ainda com o mesmo mal estar, o que ele fez? FOI DORMIR!
Às 3 da madruga, minha mãe resolveu me chamar... o mal estar já estava passando... Provavelmente, mais cedo o mal estar foi alteração de pressão. A pressão arterial da minha mãe se altera por motivos emocionais. Foi nervosismo talvez. Os cachorros da vizinhança latiram muito esta noite e isso é sinal de larápio pelos telhados. E se há uma coisa que deixa minha mãe nervosa é a possibilidade de sermos assaltados durante a noite.
Agora, ela tá dormindo tranquilinha lá na minha cama e eu tô aqui desde 4 da madrugada, sem sono e esperando aquele mimado e menefreghista do meu irmão acordar pra dar um sacode nele!
Pra deixar a namorada em casa o bonitinho tem disposição, pra fazer companhia pra própria mãe - que passou milhares de noites em claro ao lado dele nas intermináveis dores de ouvido e que, até hoje, o mima como se fosse um bebê - ele não tem!
Tenho nojo disso. Nojo mesmo!
É por essas e por outras que vou ter que dar um jeito de estar sempre perto dos meus pais.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Novidade? Zero!
Vontade? - 1!
A única coisa que posso contar é que em breve vou trocar de pc. Ando gastando muita sola de meus amados pares de tênis tentando encaixar um Pentium 4 e uma placa mãe decente no orçamento.
A tia? Tá dormindo no momento. A levaram pra passear mais cedo e voltou cansada. Ela se cansa mesmo quando vai até a esquina mas fica bufando pelos cantos quando não a levam pra passear.
A pena que sinto dela já está começando a passar... e a paciência está rareando. Não só a minha! Meu pai ousou um pouquinho... com toda a sutileza, perguntou se ela já havia marcado a passagem porque se tentar marcar muito próximo do carnaval talvez não encontre vaga nos vôos na data que ela diz querer ir... advinha o que aconteceu?
Agora, ela anda de cara fechada pro dono da casa, vê se pode? Mas fechada mesmo, diz só mesmo bom dia, boa noite e olhe lá!
Olhando de fora, parece ridículo e engraçado até, eu sei. Mas não é assim. Toda família tem seus calos apertados nos sapatos e minha tia é um desses calos que qualquer um prefere estourar a ter que suportar.
Ela quer ficar até o fim do mês!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

AI MEU DEUSSSSSSSSSSSOCORROOOOOOOOO!!!!!!

Alguma alma caridosa quer me hospedar por uns dias? :-(

Juro que a chatice dela não é genética!

Sou ótima hóspede, passo o dia fora e só entro pra dormir :-D

Agora, falando sério...


se pudesse, eu inventaria uma viagem pra algum lugar mesmo que esse lugar fosse algum hotelzinho aqui mesmo na minha cidade! Mas isso seria uma sconfitta, uma derrota... grrr... e eu não vou perder território pra esse trem chato de parente nem a pau!
Impressões... sem proselitismo.
Fui a missa de ação de graças pela formatura da filha de meus vizinhos simpáticos. Eu não tava bem disposta - a minha preguiça é resistente! - mas não perderia essa missa. Vizinhos simpáticos são coisa rara hoje em dia!
Rito renovado, muitas canções, pais emocionados, formandos risonhos, cumprimentos pra cá e pra lá...mas era uma missa e fazia tempo que eu não ia a uma. Talvez eu devesse dizer mitzva.
A mitzva ou missa católica é bonita quando consegue ser mais do que uma coreografia decorada e apresentada no templo. Aliás, em todas as religiões é assim; quando a alma se eleva o rito se torna bonito.
Como será que o Altíssimo olha pra nós quando nos separamos tanto pra fazer a mesmíssima coisa? Tantos templos, tantos nomes, tantos ritos diferentes... Sinceramente, acho que lá do alto, nós aqui parecemos ainda mais bobos do que somos ;-)
Na internet, vejo muito papo cabeça sobre ciência, teorias, vertentes, dogmas, credos e cruzes... Não condeno, leio até mas não me acho nisso não. E ser isso significa ser carola ou antiquada, então, eu quero morrer carola e antiquada.
As freiras, filhas de Sant'Anna, discípulas de Rosa Gattorno, me disseram um monte de coisas e os salesianos de Don Bosco - carissimo! - me disseram umas outras, meus pais me apresentaram suas próprias crenças e dúvidas mas nada disso - ou talvez tudo isso junto ? - me levou a crer no que creio e do modo como creio - que não é um modo desta ou daquela religião.
Ia falar sobre esse modo. Mas sempre me enrolo muito pra explicar porque nem mesmo eu entendi como foi que o Altíssimo se fez notar na minha vida. Só lembro que foi há muito tempo e que, desde então, me tornei uma esperançosa incurável :-)

quarta-feira, janeiro 11, 2006

É mesmo uma oração:

" Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei...
Transformai as velhas formas do viver!
Ensinai, ó Pai, o que eu ainda não sei...
Mãe senhora do Perpétuo, socorrei! "



(Tempo Rei é do Gil... dizia coisas sábias antes de virar ministro)

"Lembra que o plano era ficarmos bem..."

O dia vai ser quase todo livre. Por quê não me sinto melhor por isso? Eu gostava do meu ócio... já foi bem mais produtivo!
A casa estará livre por mais umas horas (leia-se: minha tia saiu). Por quê raios não solto uns fogos pra comemorar? ;-) Ah, sim... estou tentando ser discreta e fingir que a tia não me aborrece pra ver se ela não resolve ficar só por vingança - ela é vingativa!
Levantei quando todos já tinham saído. Fiz bem. Meu humor tá daquele jeito de novo. Nem eu me agüento. Ontem, à noite, fiquei horas por aqui pensando... em besteiras, pra variar!
Se ele está bem (?), eu também vou estar bem... um dia!
E essa rádio desgraçada resolve começar a tocar against all odds logo agora que tava acabando bem meu texto :-(

"There's just an empty space
and there's nothing left here to remind me
just the memory of your face
Take a look at me now
there's just an empty space..."

terça-feira, janeiro 10, 2006

Minha alma chorou tanto, que de pranto está vazia

Bem que eu queria mudar este disco

Mas fora a mais recente descoberta sobre aquele que dizia não ter segredos pra mim, há outros motivos pra me sentir cada vez mais imbecil.
Tentei deixar um moscão pousar... e me ferrei. De repente, o moscão começou a falar e me peguei sentindo falta de conversar com aquele lá. Sabe bater papo? Não aqueeeeles papos doces mas os papos banais, opiniões sobre uma coisa qualquer que um ou outro ouviu ou sobre o que aconteceu no dia...
Solidão não tem mesmo nada a ver com estarmos sós ou mal acompanhados nem com todas essas definições poéticas que dão por aí. Também não sou boa pra dar definições, não.
Mas acho que a minha solidão é esse algo estranho que senti hoje, algo muito além da saudade... foi como se tudo e todos desaparecessem e ficasse somente eu, hermeticamente trancada no vazio enorme da falta que ele me faz.
Segredo:
surpresa é descobrir que alguém que dizia não ter segredos pra mim é mestre maçon. Estou passada à ferro e engomada (!!!). Status, leis, família, convenções, conhecidos ilustres... como não pensei nisso antes? Agora, entendo algumas coisas - só algumas mesmo.
Cada vez mais, me sinto mais imbecil.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Dia chato é...

acordar numa manhã de chuva, na minha cama quentinha, ouvindo o barulhão lá fora, sentindo o arzinho frio passando pelas pequenas frestas da minha janela e caindo bem sobre a minha cabeceira e... ter que levantar!
Ai que meeeeeeerrrrrrrrrrrrrr... já disse que detesto segunda-feira? Pois é... não é exclusividade minha essa antipatia, eu sei :-(
Mas o pior ainda estava por vir. O motivo de ter que levantar cedíssimo é que eu tinha que estar às 9:00 em ponto em uma agência de emprego. Dessas todas enjoadas, chiques, etc. Mas o escritório onde fazem os testes é lá na caixa prego... longe pra burro... aí, pra chegar na hora, só madrugando meeeeeeesmo!
Já falei da minha tese sobre a inutilidade do curriculum vitae? Até hoje, tinha a nítida impressão de que não sabe nada esse povo das agências. Hoje, tive a certeza de que não só não sabe nada como também não sabe ler!
No meu curriculum está escrito em destaque o horário que tenho disponível, logo, é justo acreditar que não me chamariam pra uma vaga fora desse horário, certo? ERRADO!
Viagem longa em vão. Quase os mandei catar coquinho no mato... bando de ridículos engravatadinhos e que não se dão nem ao trabalho de ler os curricula (ô plural estranho hein!) que dizem ter selecionado! E tem empresa otária que paga pra essas agências fazerem as seleções...

domingo, janeiro 08, 2006

Indo

Fim de domingo e desta vez não sofri com aquela musiquinha do Fantástico terminando.
Usei o superpoder do controle remoto e zzzzzzzzzzzzzzzzzzz... silêncio. Tv desligada! Todos nas devidas camas exceto euzinha. Quis aproveitar este momento. Eu sozinha comigo mesma :-)
É emocionante poder ouvir em paz meus pensamentos depois de um dia em casa, com tv ligada para entreter a tia chata. Este domingo, não teve passeio.
Meus pais fugiram pra passear sozinhos no final da tarde enquanto ela estava no banheiro... hihihihi...
E o pior é que eu ainda sinto pena da chata. Juro. É de dar dó. Tomara que dia 15 chegue logo!

Non si può vivere senza passato

A noite me fez bem. Caí na cama e dormi feito pedra. Acordei tarde. Melhor assim... os motivos já são sabidos. Pena que hoje é domingo. Prefiro os sábados. Paciência. O tempo tem que passar.
E que venha o próximo CD do meu stereo... já que outras coisas melhores não marcaram hora pra chegar.

Eu também ainda sei me virar...

"Quando está escuro
e ninguém te ouve
quando chega a noite
e você pode chorar

Há uma luz no túnel
dos desesperados
Há um cais de porto
pra quem precisa chegar

Eu tô na lanterna
dos afogados
Eu tô te esperando...
Vê se não vai demorar!"

Já me sinto melhor ouvindo o Arquivo do Paralamas :-)

sábado, janeiro 07, 2006

Dizem que visita é como peixe, depois de 2 dias fede. Eu digo: certas visitas são como um peixe que já veio estragado!
Acorda antes das 7 e quer tomar café. Vai pra cozinha e faz barulho até acordar minha mãe. Depois, ainda antes das sete, vai pra sala e faz barulho na sala. Se deixar, fica com a tv ligada o dia todo.

Depois das 9, começa a rondar a cozinha de novo. Cozinhar? Nem pensar deixar ela cozinhar! Ela sempre foi péssima na cozinha. Detesta tarefas domésticas desde o tempo em que tinha mais dinheiro. Faz um feijão famosissímo, que a família inteira conhece, o chamamos de "um por todos". Já viu um monte de bagos boiando no meio de uma água escura e mal temperada? Assim é o feijão da minha tia.

Então, a tática dela é falar bastante no que quer comer porque espera que minha mãe faça o prato solicitado. É mole? E tem sempre que almoçar entre 11 e 11:30. Isso também ela repete sempre. E quando está comendo só se dá por satisfeita depois que todas as travessas estiverem semi-vazias. E ainda diz por aí que come pouco...

Já anda desligando o som e ligando a tv sem cerimônia. Odeio gente cínica!
Hoje, eu estava esticada na poltrona, ouvindo música baixinho pra poder ouvir também o barulho da chuva da tarde e aí veio a figura e perguntou se já estaria passando o "Caldeirão do Huck", percebi a intenção e disse "não sei" pra ver até onde iria o cinismo. Desta vez, não desligou o som simplesmente. Plantou-se bem diante de mim em pé, mudou a voz (ela sempre faz uma voz ridícula quando se faz de vítima) e "pode ligar a tv? é que não me acostumo com esse negócio de dormir de tarde".
É claro que eu respondi que podia ligar a tv, afinal, não estou querendo um confronto. Mas o que mais me irritou foi o tom com que falou do hábito que minha mãe tem de descansar um pouco à tarde.
O fato é que minha mãe sempre teve o que fazer na vida e sempre soube o que é cansaço. Minha tia nunca fez e não faz nada, logo, não tem motivo algum pra descansar! E fala como se os outros todos do mundo fossem uns preguiçosos e ela uma pessoa suuuuper bem disposta.
Basta olhar pra ela e perceber quanto é bem disposta... mais de 1,70 de altura e goooooooorda! A disposição em pessoa!
O dia 15 ainda está muito distante e o pior é que ela ainda não confirmou se vai embora na data prevista ou não.
Já disse pra minha mãe que se minha tia não sair daqui no dia 15, saio eu.
Perda de poder aquisitivo é:
ir ao supermercado para comprar meus amados tomates e perceber que o preço deles aumentou mais de 40% (!!!) de novembro pra cá!
Assim não vale! Isso é conspiração contra mim! :-(:::...
Que façam o que quiserem da economia e do resto mas que não trasformem tomate em artigo de luxo!
Giù le mani dai miei pomodori!!! Grrrrr...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Ainda não tenho certeza...

mas parece que me enganei... parece que ela simplesmente engordou. Hummm... não dá pra ficar contente ainda. Falta a certeza.
Ok, ok... sei que parece maluquice isso mas pelo visto minha esperança - essa eterna moribunda - não tá mesmo querendo morrer.
Conselhos são bem vindos. Fazem refletir. Mas tempo, libertação, progresso, atitude... mais parecem palavras de ordem - tudo que não há mais em mim - dessas que escrevem nas bandeiras. Algo muito distante da realidade dos corações.
Razão é mesmo antônimo dos sentimentos verdadeiros. Não que ela não deva existir nos relacionamentos mas ela não reina soberana sobre nada em que haja amor. E o amor - que está à deriva - ainda me guia até não sei onde, até não sei quando.
Só sei que quero chegar logo porque o ir já me feriu demais.

Sinceridade

Minha sobrinha está aqui hoje. Oito aninhos de esperteza. Esta foi uma visita mal calculada. A mãe dela esqueceu quão pequena fica esta casa quando temos parentes hospedados por aqui... e esqueceu principalmente quão minúscula fica esta casa quando os parentes que temos hospedados aqui são uns chatos (nesses casos nem em um palácio haveria lugares suficientes pra nos escondermos deles!).
Acostumada a trafegar livremente pela casa e saltitar por horas e horas até dormir sobre a cama dos meus pais, hoje, a pequena está entediada, quieta, quase muda e louca pra ir embora - geralmente ela vem e não quer mais ir!
Acabo de ter certeza do motivo dessa insatisfação. Me abraçou pelo pescoço e disse baixinho: "quando é que essa tia aí vai embora hein? Essa mulher fala demaaaaaais".
Respondi: "já disse que me orgulho muito de ti, pequena?" :-)
Já disse que me orgulho muito dessa pequena? :-D

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Investigação

Estou investigando... preciso checar a informação e ver se a foto disse tudo mesmo ou se foi só um aumento de peso invernal típico daquela dondoca.
Espero ter me enganado desta vez... rezo pra que meus olhos tenham visto mais do que existe!
Sigo tentando também acreditar que há dois rumos possíveis pra um mesmo coração numa mesma vida... mas ainda não consegui.

Acordada

Não sei se foi um gato no telhado ou se foi uma tentativa de arrombamento. Sei que o barulhão na direção da porta dos fundos aqui de casa - que não está muito longe da minha janela - me acordou.
Assustada e com sono. Com um trabalho pra terminar desde ontem. Cadê a coragem? Cadê as resoluções do ano novo? Cadê o ânimo dos meus 25 anos?
Eu quero uma casa no campo (com endereço bem difícil pra minha tia não ir me achar), quero de volta a vida que eu sonhei e nem cheguei a ter. Ou quero outra vida onde não haja espaço pra nenhum pensamento sobre os últimos sete anos.
Descobri que tentar lembrar de qualquer coisa desses anos me faz irremediavelmente lembrar de quem não quero lembrar. Há sempre um pedaço dele em tudo que fiz, como minhas coisas espalhadas pelo quarto. Posso até tentar amontoar tudo num canto - como ele fazia com as revistas dele - mas a ordem não dura e, logo, tudo se espalha novamente. Então, preciso menos de uma casa no campo do que de uma amnésia emocional.
Mas agora, falando sério... esse treco tá feio. Tô tão jururu com a possibilidade dele ter filho com ela...
Dói tudo mesmo.
E não adianta nada repetir pra mim mesma que essa hipótese já era esperada nem todo o resto de razões que tenho pra não sofrer com isso. Desde quando ter razões resolve alguma coisa no amor? Dizem que o tempo é que resolve mas nem vou falar de novo nisso que é pra não me irritar com a demora!
Ando rezando pra que Deus me faça ver o que quer que eu faça desta vida que me deu.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

P O S T S E M T Í T U L O S E N T I M E N T O S E M N O M E
Abandonada ao nada deveria ser o título deste post. Mas é dramático demais pra alguém que está tentando ver 2006 com bons olhos.

Muitas coisas pra fazer me dão a garantia de que até abril provavelmente não vou ter muito tempo pra pensar em besteira. Hoje, não foi dia cheio... noite vazia, vontade de me esvaziar também de todas essas coisas que não fazem mais sentido, vontade de ter a tal inteligência emocional...
Queria dormir e acordar com o coração limpo de toda a dor, de toda e qualquer lembrança idiota.
Mas e o tal do tempo que cura, hein? Foi passear, acho. Putzzz... todo mundo fala desse tal de tempo que cura e até agora, nada! E olha que eu me ajudo, viu. Foram meses sem contato, trabalhando, inventando coisa pra não pensar, até um blog eu criei pra ver se esse tempo que cura passava por mim e até aqui o que eu vejo é o tempo perdido passando... e mais uma noite desse tempo está passando.

eu preciso

mudar...

ou que o mundo me mude.
Está tão envelhecido... não tem mais os olhos apertados quando sorri. Não fica vermelho quando sorri, não tem mais aquele não sei o quê no sorriso... aquilo que fazia ele parecer um menino.
Mas ele sorri mesmo assim. Então deve estar tudo bem, certo? Deve estar...
Eu devo estar enganada como sempre. Vai ver o normal é esse sorriso e não aquele outro. Vai ver fui eu que vi pouco e não tenho nada pra reconhecer além de uma mentira que passou do prazo...
E eu que não queria pensar.

Não quero pensar em nada

Estou tentando mergulhar no que tenho pra fazer e nada mais...
Vão dizer que retrocedi mas a verdade é que 2006 já chegou dando rasteira. O lado positivo? Alguns entraves saíram do meu caminho e talvez um um bico novo se confirme e me faça ganhar mais uma grana fixa no meu orçamento.
Ah, as moscas... i ronzatori... os que me rondam se multiplicaram. Isso é bom, né? Espero que seja. Espero mesmo que o meu coração se encante pelo cara certo, seja ele quem for.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Moscas... muitas moscas... olham e tentam pousar... alguns são simpáticos, outros são como as moscas de verdade, efêmeros demais pro meu gosto... e pro meu coração.
E minha rival talvez esteja grávida. Como eu soube? Um informante e uma foto... mas foi mais a foto que me disse. Se for verdade, vou saber mais tarde.
As lágrimas secaram mas todo o resto dói.

domingo, janeiro 01, 2006

2006

Sem proteção demais nem de menos...

No início do inverno de 2000, eu estava em Perugia e calçava botas que iam quase até os joelhos e sob as botas, havia meias grossas pra evitar que o frio chegasse à minha pele e me causasse aquela dor nos ossos que só o frio é capaz de causar.

Depois de um dia de caminhada, de sobe escadaria e desce escadaria e de um sem fim perder e achar endereços, notei que meus pés estavam muito apertados nas botas. Ganhei dois calos enormes na parte posterior dos tornozelos. Com o banho, a pele machucada deu lugar à dois buracos horríveis... Hoje, levo deles só as cicatrizes... pequeninas.
E hoje, no inverno da minha aldeia, pude calçar minhas sandálias. Tenho que evitar andar muito com sandálias de tiras para não machucar a pele da parte superior dos pés que é fina demais. Mas o que eu queria mesmo gritar pro mundo é que adorei poder calçar sandálias no inverno! :-)

Tomei banho de cheiro antes do banho normal. Coisas de minha mamãe precavida. Arruda, sal, água e um pouquinho de cachaça. Depois do banho normal, tomei outro banho de cheiro... não me pergunte o que havia nele... mas eram muitas ervas juntas, dessas que - dizem as lendas - atraem coisas boas. Sincretismos de fim de ano; sou adepta. Porém o que vale mesmo é a prece do coração humano para o coração do Altíssimo. Fiz essa primeiro, durante e depois.
Depois da meia noite, todos ganhamos novo rumo. Uns pra festa por aí, outros direto pra caminha quente e a murmurante que aqui escreve resolveu fazer a primeira internetada do ano. Sem queixas por hoje. Vou resistir a tentação de contar os pormenores desta noite. O saldo tem que ser positivo.
A propósito... meus cabelos estão tãooooooooooo perfumados que nem vou contar pra não me alongar demais nisto :-)
Uma dessas canções de fim de ano que mais parecem jingles ficou na minha cabeça. Um verme de ouvido. Mas um verme bem melodioso e até gosto muito do texto...

"Este ano, quero paz no meu coração...
Quem quiser ter um amigo, que me dê a mão!
O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar...
Nossos passos pelo chão vão ficar!
Marcas do que se foi...
sonhos que vamos ter...
como todo dia nasce novo em cada amanhecer!"