terça-feira, fevereiro 28, 2006

Terça-feira de quinta

Convites, saídas breves, tv, DVD's, CD's, sono, muito sono; preguiça. Mulher sozinha no carnaval é uma lástima. No começo tava tudo bem. Tava até curtindo ficar de molho aqui, no sofá ou na minha caminha. Mas sabe como é... coloquei a cara na rua e lá estavam eles por todos os lados. Parece que os casais fazem de propósito! Ufffffffffissima... essa gente não tem outro lugar pra ir não, é?! Tem que ficar na minha ilharga? Onde quer que eu olhe, vejo casais. E nem é primavera nem nada!

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Coração lavado em bolinho de chuva

Começo a identificar os sintomas de cura - se é que existem!

E não adianta tentar explicar o quanto é importante pra mim poder finalmente ver o início de um novo capítulo, que não é mais aquele transitório.
Agora, até há tristeza mas já não é a mesma de antes. E há desânimo mas já nada tem a ver com o passado. Frequentemente, tem a ver com coisas aprendidas mas já não remete meus sentimentos nem minhas forças ao que acabou. Dei-me conta disso enquanto comia uns bolinhos de chuva que minha mãezinha fez.
Ok, posso ter sido influenciada pela cobertura de açúcar e canela, admito :-)

domingo, fevereiro 26, 2006

Noite sem chocolate

Chuva, ventinho frio, preguiça. O chocolate em pó acabou e estou no décimo café com leite. Não é a mesma coisa. Em noite fria, prefiro o chocolate quente com um pinguinho de café. Paciência.
Estou com um olho aqui e outro na tv. A Rocinha está dizendo que dinheiro não compra a felicidade. Nunca tive muito dinheiro mas acredito nisso.
A felicidade independe de muitas coisas mas não sei se de tudo. Vou alí pensar. Mas, hoje, pensar sem chocolate não é fácil não :-(

sábado, fevereiro 25, 2006

O ministério da saúde blogger adverte:

Mudar template vicia e pode causar dor nos olhos, dor na coluna, dor de cabeça e insônia.
Cuidado que esse mal pega! ;-)

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

É carnaval...

Começaram as sequências de cenas coloridas, batuques e movimentos. Ato primeiro do espetáculo de carnaval que me espera: preparar pipoca pra ver o desfile na tv.
Por aqui, pouca festa. O governo não incentiva o desfile oficial de carnaval. Existem blocos até bem animados e escolas de samba mas é tudo muito restrito a alguns bairros e nem dá pra sentir de verdade o carnaval por estas bandas.
Aliás, dá mesmo é pra sentir sono. A cidade já está quase vazia. O movimento mais forte hoje foi mesmo o de carros rumando pra fora da cidade, para as praias e interiores do Estado. Uma semana de catarse ou repouso, todos nós merecemos. E é por isso, pelo sorriso no rosto dos dominados que somos, que adoro o carnaval. Mesmo que meu único pulo de carnaval seja aquele na minha cama fofa.
A 'Gaviões da Fiel' terminou seu desfile, minha mãe deitou pra ver mas já está dormindo. É sempre assim. Diz que vai assistir mas dorme antes da metade. Hoje, ela e papito passearam bastante. Jantaram fora, passaram no supermercado pra comprar umas coisinhas gostosas, voltaram não muito tarde, ou seja; noite sem stress por aqui. E isso pra mim é sempre uma vitória. Detesto stress ao fim do dia!
Por falar em fim do dia, há pouco soube que aquele gato que andou miando no meu telhado por uns meses, estava miando em um outro telhado e em outros tantos simultaneamente. Meu desconfiômetro estava calibradíssimo!
Ainda bem que - ao menos aparentemente - não sofro mais de burrice aguda. Não há lado bom em ter sido enganada, traída e abandonada mas, sem dúvida, é o modo mais drástico e irreversível de aprender a nunca mais ser totalmente vulnerável diante de nada nem de ninguém e de aprender a desconfiar.
Mas se o coração não vira pedra, sabe-se que bom seria não ter que aprender essas coisas.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Ai, essa minha memória...

Será que aqueles ridículos militantes vermelhinhos do partido defunto ouviram o trecho do discurso que o Lunático fez ontem enquanto inaugurava obra velha, no qual afirmou que os professores universitários, na verdade, 'tiraram férias' porque receberam seus salários durante a última greve?
Será que eles ouviram hein? E será que eles lembram de quando o Lula liderava greves e fazia outro discurso?
Ou será que eles também foram abduzidos e esqueceram um passado assim tão recente?

...


É, realmente, não tenho pressa. Mas quem disse que esperar seria fácil? Pois não é mesmo. Esperar quem?! Que chega quando ? Que está aqui, onde ou vem de onde? Enfim, eu não sei nada de nada disso.
Só sei que os pares estão se formando sempre em maior número ao meu redor e não vou mentir e dizer que não me incomoda. Sejam pares verdadeiros ou pares de ocasião, estão se formando. É fato. Olho, faço uma análise, tento reaprender o segredo mas sei que não é coisa que se aprenda.
E já não sei se acredito que há um par pra cada um de nós. Suspeito sempre mais que essa afirmação tenha sido inventada por alguém que, como eu, esperava e teve que se consolar de alguma forma.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Minha memória é menos curta do que gostariam...

Esse discurso do Lulático sobre a campanha eleitoral dele ainda não ter começado me lembra muito o início da divulgação na imprensa da sujeirada petista. Não viu, não ouviu, não acreditava, foi traído, nada ficou provado, foi tudo uma armação, é uma pobre vítima, etc.
Agora: campanha? O que é isso, mesmo? Não está em campanha, não o querem deixar governar, está viajando mais do que nunca porque os compromissos são urgentes e inadiáveis como, por exemplo, inaugurar ontem um aeroporto que já está em funcionamento há mais de um ano! Ou ainda inaugurar campi univeristários que também há muito já estão funcionando.
Então, o que houve? Ele foi abduzido ou tá mesmo achando que somos todos imbecis?
Pois é...

Hoje não deu

Mas amanhã - na verdade hoje, porque já passa da meia noite -
sem falta!!!
eu corto os cabelos!
E tenho dito ;-)

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Ressaca

I s t i l l h a v e n' t f o u n d w h a t I' m l o o k i n g f o r...
Rodei rodei e vi que muita gente está, como eu, de ressaca em plena terça. E a ressaca é do show de ontem. Putz... já me lamentei bastante. Não vou continuar, certo? Errado. Tenho esse direito. Sou pobre, que não me tirem esse último direito que é o mais legítimo! Pois...
Os caras são bons. São ótimos! São U2... e eu nem sou fanática por eles não. Simplesmente gosto muito do som e do que vão cantando nele. Acho que deve ser o fato d'eu também ter na memória uns muros, uns horários delimitados, umas fardas de mãos armadas a cercar a vida; deve ser a tal identificação que, em alguns, gera o fanatismo frenético que redundam em fan-clubs. Mas algo na minh'alma me impede de participar de fan-clubs. Não sei o que é mas deve ter a ver com o mesmo algo que me faz não ir à missa todos os domingos.
E como nem BonoSuperTudodeBomVox é perfeito, ele foi lá almoçar com o presidente. Devem ter contado pra ele a anedota de que o Brasil aumentou o investimento em educação.
OHHH... mas será que contaram pra ele que as crianças nas escolas públicas tem que repassar os livros didáticos para outros alunos ao final do ano letivo? E será que contaram que esses livros estão assim sendo economizados há quase 10 anos e que no final das contas a educação melhorou pouco mais que nada e que o que melhorou bastante foi o investimento em propaganda governamental?
Mas tudo bem. O pop star faz o que lhe é possível e já está de bom tamanho! Agora, vou alí comer e me lamentar mais um pouquinho. E olha que nem tô de mau humor ;-)

Furos

O show na tv tava quase no fim e alguém começou a zanzar pela casa. Aborrecida, rosto vermelho, cara de poucos amigos. Motivo? O outro alguém não chegou mais cedo para o passeio combinado. Na verdade, ela já estava de mau humor desde a tarde mas não admite. Resultado: dor na cabeça, estômago revolto, pressão nas alturas e uma madrugada quase inteira passada no hospital em observação.
Meus pais, às vezes, são mais irritantes do que um casal de adolescentes no auge das primeiras crises de ciúme.
Minha mãe está bem melhor do que eu. Tá até fazendo doce de goiaba! Meu pai também está melhor do que eu. Já até propôs passearem bastante hoje.
E eu? Estou um trapinho em plena terça-feira! Detesto olheiras. Mas pra quem teve quase 4 horas de sono e perdeu o fim do show do U2, estou bem.

Não basta saber cantar as canções...

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Particular

O bom de morar em rua pequena é que os ladrões costumam ter receio de tentar roubar carros e invadir casas por aqui.
O ruím de morar em rua pequena e num bairro familiar, cheio de ruas pequenas é que o cenário transmite aconchego demais também aos visitantes. Ao ponto de uns ilustres desconhecidos, colegas do filho adolescente do vizinho, sentarem-se, sem cerimônia, no batente do portão aqui de casa e baterem altos papos em voz altíssima.
A soneca de minha mãe foi interrompida e agora eu que agüente o mau humor dela!

Decisão de segunda

Vou mesmo cortar meus cabelos. Estão longos e indefinidos e as pontas tão horrendas. Ando prendendo muito os cabelos de tão desajeitados que estão mas de amanhã não passa! Sim, amanhã... porque, aqui, mesmo os salões mais rasteiros, não abrem na segunda-feira.
Minhas segundas têm sido bem vazias. Não sei se isso é bom ou ruím. Aliás, sei. No fundo é bom. Tudo bem que é o dia em que trabalho menos mas sabe os olhares antipáticos de quem vai ter o dia cheio? Pois fazem com que me sinta mesmo uma desocupada. Invejosos isso é o que são!
O triste é que amanhã é dia cheio e esta noite quero ver o show do U2... na tv. Mas tem nada não, um dia vou vê-los de perto e há de ser na Irlanda! Enfim... esses shows me agitaram um pouquinho.
Queria ver uns agitos mais de perto. Até que ontem vi um pouquinho. Os blocos de sujos desfilaram aqui no bairro mas bem que podia ser assim todos os dias de fevereiro e não só nos domingos! Alálaô ôôô ÔÔÔ :-)

domingo, fevereiro 19, 2006

...


Superpoder?

Impressão minha ou o show dos Stones foi mesmo morninho? Espero que não tenha sido por influência da frustração emanada pelos fãs que, como eu, não puderam ir ver o show ;-)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Desafio

Lançado aqui
"(...) tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento.
(...) dirijo o desafio a Leonor's Space, Manteiga Derretida, Salvietta, Menina Marota e Poesia Portuguesa. O regulamento está aqui, a 13 de fevereiro, à vossa disposição!"
Pois bem...
LdS, um caríssimo vizinho, veio me pregar essa peça. Mal sabe ele que sou a maior quebra-corrente que a internet já viu. Sendo assim, aceito o desafio mas não vou desafiar ninguém porque aliás, não repassar correntes também já é um hábito meu ;-)
1 - tomar banho de chinelas de borracha (exceto em banheiras, é claro!)
2 - beber café com leite quando estou com sede ao invés de beber água
3 - teimosia profunda
4 - rabiscar papéis
5 - comer salgados com um pouquinho de doce pelo meio (panettone com presunto por exemplo)
Ps. É nessas horas que percebo a falta de dados bombásticos na minha biografia :-(

hummm... :-(

  • Não vou mesmo ver o UBBERTUDODEBOMBonoVox
  • Não vou mesmo ver os Stones
  • Não tenho grana pra fazer nada que preste e compense minimamente essas frustrações
  • Não tenho namorado - o que poderia compensar minimamente essas frustrações ;-)
  • Não há um homem interessante à vista num raio de 2 km de onde estou
  • Não tenho disposição pra ir além dos 2 km

... Coisas da vida, né? Então tá :-(

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Pompei


Hoje, tenho o silêncio de Pompei. O silêncio de quem enterrou uma vida toda por viver, de quem ressurgiu empoeirada e desabitada, com uns raminhos de esperança verde aqui e alí. Tenho o silêncio de estar no alto da platéia, de ter visto a encenação do início até a destruição final, de olhar a arena vazia e me voltar pra colina onde os pinheiros e a névoa - esses sim! - continuam o espetáculo. Tenho o silêncio daquele vento brando de outono, com gosto de sal porque o mar que trazia a vida está logo alí. Tenho o silêncio da descida entre a velha e a nova Pompei que, reenconstruída, rumou pro mar e de novo é feliz.

...


Vou dormir e já vou tarde.

Tava aqui olhando o filme na tv e bateram muuuuuito no Kevin Costner. Mas não deu pena não! Quem mandou mexer com o Anthony Quinn?! ;-)
E o cinema, hein... só sabe contar estória tórrida (nem tanto assim) se for de chifres, traições e tals... e ainda chamam de amor isso aí! Histórias de amor não inspiram esses diretores. Mas tá na sinopse que é uma estória de amor. Uffff... ok, sinopse é sempre furada. Tinha esquecido esse detalhe.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Só mais um dia

Manhã de chuva. Virei na cama e minhas costas colaram no travesseiro gelado. Os lençois estavam quentinhos e amarrotados mas ainda cobriam meus pés.
Não sei como os lençois sempre vão parar embolados nos meus pés mas é menos mal que seja assim porque é lá mesmo que sinto mais o frio. Na verdade, sinto muito frio também nos braços mas nesta época do ano - e na falta de abraços - durmo com os pijamas de manga e bastam.
Levantar não foi fácil hoje. Sabia que ia ver coraçõezinhos demais nesta tela por isso preferi navegar menos mas as rádios não perdoam. Love songs o dia todo. Mas o dia está acabando, estou inteira, ponto pra mim.
Tudo certo então.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Amanhã

Weeell weeell...
consumismo, cultura de massa, valores banais e tal e coisa e coisa e tal mas não vou ser hipócrita. Bem que queria ganhar um presentinho de San Valentino.
Na verdade, queria ter de quem ganhar o tal presentinho porque aí já nem ia fazer questão do presentinho. Deu pra entender, né? Pois...
Ok, já sei, já sei... que eu disse que não tenho muita pressa mas isso não quer dizer que eu ficaria muito triste se o algo bom acontecesse logo ;-)
Mas tem nada não... tenho meus tomates, meu café com leite, uns DVDs pra ver, enfim... vou inventar algo pra esquecer a data.

Ataque

Sempre me disseram que sou doce mas não imaginava o quanto.
E acho que a parte mais doce são meus pés!
Odeio formigas :-(

domingo, fevereiro 12, 2006

Contra luz

Manhã de domingo, Ray Charles na tela, café com leite quente e umas histórias pra lembrar. O mundo já foi maior e as histórias sempre foram iguais mas antes não se podia ver.
Não gosto daquelas teorias enroladas sobre a arte, o belo, etc mas a música realmente faz umas coisas estranhas comigo. Adorno explicou isso mas não lembro. Certas abobrinhas faço questão de esquecer.
Resta que o Ray me faz ver a vida no contra luz. Somem os detalhes e fica mesmo só o que importa. E o que importa? Bem... hoje, importa que ainda acredito em algo bom que vai acontecer de novo. E embora esperar seja uma merrr... tudo ok. Não tenho assim tanta pressa :-)

sábado, fevereiro 11, 2006

Ouvir Elton e nada mais

Aos 8 anos, abraçada a um LP, fui alvo de umas risadinhas que não entendi bem mas se meu pai e meus primos grandes riam, era mau sinal! Algo estaria ridículo...
Achei que fosse o chapéu do cantor e defendi ardorosamente o rapaz. A gargalhada então foi geral. Até minha mãe! Fiquei ofendida e me retirei agarrada ao LP.
Um dos meus primos me seguiu e disse sem dó nem piedade: "podes abraçar o LP mas ele não gosta de meninas". Foi traumático mas superei. Não se pode mesmo ter tudo nesta vida :-(
Fico com as canções dele e já está de bom tamanho! Ainda mais num sábado à noite! ;-)

"Keep smiling, keep shining
Knowing you can always count on me, for sure
That's what friends are for
For good times and bad times
I'll be on your side forever more
That's what friends are for"

Ossos do meu ofício

Andei ouvindo hoje cedo umas críticas ao jornalismo. Umas críticas generalizadas demais e tão vazias... ufff !
Sabe quando dá vontade de explicar tudo tin tin por tin tin mas quase imediatamente depois bate a preguiça? Pois... pérolas aos porcos, eu não jogo. Deixei pra lá. Irritada mas deixei. Mas o que me irrita não são as críticas. É a falta de atenção e de ponderação de quem as faz que é irritante!
Uma coisa é a reflexão ética que vem sendo cobrada dos profissionais sérios da comunicação e, mais especificamente, dos jornalistas. Outra coisa é a crítica irresponsável feita por esses pseudo-intelectuais do politicamente correto que preferem o não dito ao dito pra que o mundo pareça rosa e fique tudo aparentemente bem.
Tem gente que acha que ser jornalista é decorar um texto pra recitá-lo diante de uma câmera ou trabalhar naqueles tablóides ingleses de quinta categoria e passar a vida dedicando-se à vigília da vida privada dos famosos.
Tem gente que pensa que jornalista é uma profissão aparentada com a de telegrafista e que os jornalistas devem se limitar aos ques, ondes e quandos que outrem pronuncia. Tem ainda gente que não gosta de ler os porquês e quer vê-los suprimidos.
Essa gente é a mesma que costuma pensar que os quatro anos (no mínimo) que passamos nos cursos de jornalismo são dedicados à taquigrafia, caligrafia, fotografia e a apostar corridas (até às redações pra ver quem chega e publica primeiro).
Pra quem acha que jornalismo não pode usar de subjetividade (como se isso fosse possível!) nem recorrer ao humor, deixo aqui o meu mais sentido VAFFFF... vá ler Foucault...! Pra quem carece de informação sobre o que é essa profissão fora do glamour dos âncoras de telejornais, deixo aqui alguns links diferentes e muito parecidos ao mesmo tempo:
1 ler pra ter noção
2 ler também
3 ler mais se tá mesmo com tempo :-)
4 ler mais e mais e, decididamente, tá com muito tempo livre né? ;-)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

A família

Aqui em casa, às vezes, acho que tudo funciona ao contrário. Aliás, desde sempre, tenho essa impressão. E cada vez mais, chego a conclusão de que meus pais gostam mesmo é de serem maltratados. Quanto mais meu irmão os maltrata e engana, mais eles o defendem, protegem e mimam.
E tenho mesmo é que apressar a saída definitiva daqui pra parar de ver e ouvir absurdos. Cansei de ser a boazinha que leva as rasteiras e não cai.
E o ruím de não cair é que as rasteiras continuam... como se eu fosse forte.

Há dias, ando abraçando o vento. Anda sobrando tristeza e faltando paciência pra tudo e em tudo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Nos olhos dos outros é refresco

O que há de mal naquela charge é não ter sido publicada antes. Bem que podiam ter publicado algo assim quando a imprensa dos ofendidos ofendia por sua vez os demais credos. Teria ficado pão pão - queijo queijo. O atraso desajeitou um pouco a coisa. Uma pena.
Mas o que está me chateando realmente - além das cenas de crianças sendo usadas nas passeatas de protesto - são os murmúrios dos governos sobre os jornais que republicaram a tal charge.
Esses governos, há muito, estavam esperando um bom motivo pra justificar uma vindoura censura - velada e cheia de dedos, disfarçada de organismo internacional regulador - da imprensa e, agora, devem estar bem satisfeitos com essa oportunidade de aprimorar o discurso censor.

Relato de uma guerra (sem fim?)

Estão juntos há mais de 30 anos. Já estiveram separados estando juntos e juntos estando separados. Fato é que preferiram continuar juntos de um novo jeito e há mais de 10 anos, mantém espaços delimitados que bem podiam ter sido definidos no primeiro dia da união deles mas estavam novinhos demais pra perceber essa necessidade. E nem todo mundo tem essa necessidade mas eles tinham, têm e vão sempre continuar a ter. São diferentes demais mas... se complementam.

Qual o problema então? Pois é o que eu estou tentando descobrir! Meus pais não conseguem achar um jeito de parar de cismar um com o outro. Inventam problemas!

Agora, a crise é a dos passeios. Minha mãe acha que não saírem pra dar uma voltinha de carro todas as noites é mal. E se meu pai chegar um pouco mais tarde e não se oferecer imediatamente pra ir passear, ai dele! Ela vê chifres em cabeça de cavalo mesmo que esteja tudo muitíssimo bem e só eu sei o quanto isso me irrita.

Tudo bem que ele não é nenhum santo mas nem de longe é o mulherengo que ela teima em achar que ele seja. E aí, um torce a cara pro outro e começam a voar as farpas pra todos os lados. Nem precisa dizer que a direção preferida das farpas sempre foi a minha.

Desde sempre foi assim. Desde muitos tempos idos, meus pais me elegeram pra ser a trincheira. Fico bem no meio do fogo cruzado não importando onde eu vá. Minha mãe tem a melhor mira. Meu pai atira pouco mas joga bombas que explodem justo na hora do almoço!

A guerra acabaria se ela parasse de querer que ele seja o típico marido cinquentão de chinelas quando lhe dá na telha e o mesmo homem ativo de sempre em outros momentos... e se ele parasse de querer que ela seja uma mistura de dona de casa dedicada, deusa grega e La Pasionaria.
Alguém podia ter explicado pra eles que aquela parte sobre "na saúde e na doença, blablabla..." era também uma metáfora sobre aceitar com companheirismo e amor o que não puder ser mudado.

Agora, vou alí, desempoeirar a minha mala pra ver se param de me torrar a paciência ;-)

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Lycra

As desprovidas de bunda podem até gostar mas eu estou de saco cheio dessa moda de misturar lycra no jeans!
A natureza foi generosa com a minha aerodinâmica posterior e não posso colocar a culpa toda na lycra mas, no passado, vestindo o jeans normal, eu ouvia menos absurdos pela rua e gostava dessa tranquilidade.
Aliás, estou de saco cheio da lycra e muito mais dos absurdos! Com jeans ou sem jeans - independentemente dos tecidos das minhas roupas - o que eu quero é ouvir algo que preste. É pedir muito?
Meu coração anda mesmo necessitado de novo rumo.

O fim do anonimato II


"morena clara, magra, alta, cabelos negros e lisos na altura do ombro, e acho que vc é bonita. Acertei?"
"Alta, magra, morena, cabelos ondulados (nem crespos nem lisos), olhos claros (nao sei pq...) Sei lá... como saber??!!"
"Altura mediana, olhos castanhos, cabelo ondulado talvez loiro, pele levemente morena, peso 58Kg... alguma coisa está certa?"

Resposta: morena clara, 1.62 de altura (praticamente nanica nem precisa dizer), 51 kg (atualmente porque comi pizza ontem mas continuo longilínea, graças à Deus!), olhos castanhos, bem escuros e cabelos castanho médio (não sei o que é esse médio mas assim dizem os cabelereiros...) e os cabelos são indecisos entre o liso e o ondulado.

Why my guitar gently weeps

Mas até que é bom estar sem sono hoje. Um bom motivo. Gosto dessas reuniões aqui em casa. Gosto da fama que esta casa teve e ainda tem de ser abrigo, de ser um lugar onde se pode cantar. E havia tempos que estas paredes não escutavam uma jam como a de hoje!
Meu pai ficou com os olhos cheios d'água logo que entrou em casa e viu os meninos na sala, tocando os violões. E Something é mesmo dessas canções que fazem chorar. Ainda mais juntando assim recordações, uma sala, uma pizza quentinha e amigos de longa data. E pensar que outro dia éramos só um grupo de aborrecentes crescendo juntos! Todas as gerações são cheias de grupos assim, eu sei...
O amigo que volta pro Iowa amanhã já é quase doutor, é ainda um grande cantor e pianista do blues mais sentido. Meu irmão é já mais um artista, guitarrista, que virou arquiteto pra ter lugar no mundo dos profissionais liberais. O terceiro menino é um respeitável funcionário público mas duvido que lá na papelada seja mais eficiente do que quando toca, alucinado, Take 5 do Desmond, dedilhando o violão como se não existisse outra vida além das cordas!
Fui de novo a fotógrafa, a fã, a que dá toques mesmo que não peçam conselhos. E até que ainda me escutam bastante. Cantaram a que pedi mas não lembravam a letra toda. Mas não importa mesmo a letra. Importa que hoje estávamos por aqui. A platéia já foi maior e, agora, está espalhada por aí.
Tenho medo desse nó na garganta que é lembrar de quem perdemos de vista e que sabe-se lá quando - ou se - vamos tornar a ver! Os olhos de meu pai secaram apesar da despedida. Minha mãe sorriu bastante. Meu irmão foi dormir gargalhando. Enfim; noite boa mas com um tantinho a mais de nostalgia e bastou isso pro sono escapar de vez.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O fim do anonimato

Traz surpresas tipo:
"te imaginava mais novinha e gorducha"
Matutei um pouco hoje sobre essa revelação e...
Ó, céus... Ó, vida!
Então, será esse o meu reflexo no inconsciente coletivo?! :-(

Surgem ainda outras dúvidas:

- Terá sido "novinha" um eufemismo para "infantil"?
- Terá sido "gorducha" um eufemismo para "feia"?

Adeus, mundo virtual e cruel! :-(::::...

domingo, fevereiro 05, 2006

Ucronia

Minha mãe tem o péssimo hábito da ucronia. Se o fizesse na vida dela, tudo bem mas nãããooo... ela faz esse exercício justo na minha pacata vidinha.
O exercício preferido é sobre meu primeiro namorado. "Se tivesses dito, teria sido assim bla bla bla...", "se tivesses feito isso, teria sido assim e bla bla bla". Segundo ela, se eu tivesse continuado com meu primeiro namorado, teria agora um casamento feliz e frutífero (e diz mesmo nesse tom de colheita)!
Até que ela tem razão quanto ao frutífero. Afinal, meu primeiro namorado era um gaúcho bem disposto, bom moço, cheio de vontade de casar e ter uns filhotes. E era bem bonito, sabe ;-) Mas não era pra ser.
Faltava aquela química fina, aquela sintonia inerente... enfim, faltava o principal. O amor. Esse veio depois, com aquele lá - não vou falar dele agora, não. Pois então... nada disso importa aos olhos de mamma quando faz seu exercício de ucronia. Ela quer é tratar de comprar as flores de laranjeira, marcar a data na Igreja, selecionar o modelo do meu vestido e, nove meses depois, ir passear com os netos trigêmeos na pracinha! :-)
Amor? Pra ela serviu mas pra mim parece que não tem que servir. Essa praticidade da minha mãe vai além da minha paciência. Outras vezes, me faz quase morrer de rir.
Ah sim... a ucronia; torna-se um exercício útil se faz meditar, voltar lá e sanar os pontos mal resolvidos, se faz meditar e desatar uns nós apertados demais, se faz ser mais feliz - ou ao menos mais serenos - se faz meditar e dissipa pesadelos, se faz corrigir caminhos mesmo que os novos caminhos levem também ao mesmo ponto de hoje do qual partiu o exercício.
Eu não casei com o primeiro que me falou em casamento e não me arrependo porém, exercitando a ucronia, descobri lá algumas coisas que eu realmente não devia ter feito e outras que eu devia ter dito. Que minha mãe não me leia! :-(

sábado, fevereiro 04, 2006

Um motivo pra sorrir

Mistérios de Deus são essas pessoas que têm n motivos pra serem tristes e amargas e são infinitamente doces! Mas nem toda a doçura tira o travo que os motivos de tristeza deixam...
Conheci alguém assim hoje. Um cara legal. O motivo pra sorrir em pessoa. Um tapa sem mão na minha tristeza descabida. Foi uma criança que nasceu sadia e, com um ano e meio de idade, teve poliomielite e desde então, tem vivido a vida com as limitações que os outros lhe impuseram.
Não foi a doença nem a cadeira de rodas. Não falou delas. Falou somente dos outros, de como olhamos, pensamos, isolamos pessoas assim... assim como?
Iguais a nós mas com defeitos visíveis, que são inofensivos - bem diferentes dos defeitos invisíveis que muitos, de corpos perfeitos, levam na alma.

Dormir

acordar às 9:00 e voltar a dormir... e acordar às 10:30 e poder voltar a dormir... e acordar às 11:15 e aí, sim, levantar e começar o dia. Gosto disso!
E podem me chamar de preguiçosa que eu nem ligo :-)

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Embalos de sexta

Nas noites de sexta-feira, há sempre quem me olhe com aquele ar de censura. Geralmente amigos do meu irmão&namorada que passam por aqui antes de partirem em grupo.
Nessas noites, não posso nem dizer em voz alta que não quero sair. Volto pro social quando já foram e assim evito ouvir o receituário dos psicólogos frustrados que vivem a me dar conselhos quando notam que estou bem sossegadinha em casa!
Andei pensando em confeccionar algumas t-shirts pra usar nas noites de sexta, bem coloridas com o dizer bastante sutil: DO NOT DISTURB!
Mas também pensei que alguns poderiam não entender então, estou pensando em trocar o dizer por: VÊ SE NÃO ENCHE, PÔ! ;-)

Tv requentada...

Não aguento mais ouvir falar em Big Brother Brasil!
Aliás, a tv brasileira inteeeeeeira vive de requentar a pauta da Globo e de algumas agências de notícias! Pasteurização do conteúdo é elogio perto do que tem-se visto na tv. Parece que ninguém tem mais nenhuma idéia nem para os telejornais nem para os programas de entretenimento (de quem?) além de copiar a Globo.
E é no turno da tarde que tenho mesmo vontade de jogar o aparelho de tv no lixo...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Noite, pizza e abobrinha

Ok, ok... algo a dizer!

A culpa por essas minha abobrinhas sentimentais e dificuldades em pensar onticamente a minha existência é toda de Parmenides que deixou para o ocidente a brilhante idéia de que só é verdadeiro o que é eterno.

Hoje, por umas conversas paralelas, relembrei algumas dessas proposições filosóficas... que afinal, servem pra quê mesmo?

Pois se não me ajudam a comer uma pizza, então não servem pra nada! ;-(

Filosofadas à parte, restou o fato de que eu queria ir alí comer uma pizza mas estava sem saco e sem companhia decente. Tive que comer mesmo um pedacinho dessas imitações baratas que minha mãe compra e deixa na geladeira.

E o binômio pizza de supermercado e solidão é... degradante! :-(

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Desperdício

O mundo é mesmo cheio de verdades compradas prontas que se desmontam com um único toque.
Dizem os sábios de plantão que devemos nos cuidar pra nós mesmos e não pra agradar ao olhar alheio. Pois bem! Há um fundo de verdade nisso. Mas quem se basta? Quantos heremitas existem , hoje, no mundo?
Partindo daí, me considero um desperdício. Não é jactância, é mesmo só uma matemática básica entre o dinheiro que gasto cuidando de mim e a satisfação que os resultados me trazem e deveriam trazer também à terceiros - tendo sempre presente o fato de que não sou nem pretendo ser uma hermitã nem monja nem nada parecido!
Adoro meus cosméticos e seus efeitos no meu corpinho ;-) mas deixam sempre mais um perfume que eu bem poderia chamar de perfume da ausência. E não gosto nada nada dele :-(
Se for verdade que existe a força do pensamento e que pensarmos muito em alguém faz esse alguém também pensar (bem ou mal?) em nós... então, aquele lá tá ferradinho nas atividades dele hoje :-)
Verdade certa é que preciso parar de filosofar abobrinhas!!!!