sexta-feira, março 31, 2006

The scream

Vou logo avisar: se alguém aí quiser ouvir Vanessa da Mata, por favor, que o faça longe, beeeem longe dos meus ouvidos! Por caridade!
Já basta o meu vizinho que agora deu pra passar as tardes ouvindo a cantora e pra repetir várias vezes o hit "Ai ai ai".
Nada contra repetir a mesma música, pelo contrário. Eu até faço isso mas com o phone ou em volume suficientemente baixo para não causar comportamentos obssessivos em que estiver na ilharga.
Mas tem outra coisa que não me agrada nessa música da Vanessa da Mata. Parece muito mentirosa. Não consigo nem imaginar quanto devem ter cobrado pra afinar o "ai ai ai" da cantora.
Só sei que nas duas vezes que a vi - e infelizmente ouvi - cantar ao vivo, no Domingão e no Altas Horas, não houve nota dentro. Estava tudo completamente fora, desafinou do início ao fim deixando os dois apresentadores visivelmente constrangidos.
Fiz esse comentário outro dia, enquanto tomava um guaraná no meio de uns cults de última hora e quase apanhei. Era só o que me faltava! Mais uma pra lista do Amado, a lista de coisas que não suporto - encabeçada pelos livros do Jorge Amado - e que não deve ser mencionada em público para preservar minha integridade física.
Gustibus... ai ai ai... esse gustibus!

Não é nada fácil ser uma mulher despojada nos dias de hoje. Não é frescura minha. Se uma mulher sai de casa produzida todos os dias, é logo taxada de pat, dondoca ou perua. Se sai confortável - note que eu disse confortável e não largada - o dia em que decide colocar um vestidinho mais up recebe olhares e elogios que beiram o constrangimento.
Esse povo é cego ou o quê? Ódio! Será que eu ando despojada demais ultimamente? Hmmm... Não precisa responder :-(
Porém, confesso que há um lado bom. Não compensa mas é bom. Aqueles babacas que passam por mim todos os dias se achando o máximo dos máximos masculinos (e que comprovam minha tese de que homens que passam mais de 2 horas na academia começam a ver miragens no espelho) , nesses meus dias decotados, me olham com cara de poodle abandonado ;-)

quinta-feira, março 30, 2006

Skyline pigeon

Não ia falar nisso pois não considero assim tão relevante para a ciência nacional a ida de alguém para uma estada de apenas dez dias no espaço. Com os dez milhões gastos, o Brasil poderia formar muitos graduados, mestres, doutores ou ainda, poderia suprir de livros novos as escolas que forçam as crianças a reciclar livros já reciclados.
Mas ontem, vendo o sorriso daquele brasileiro... um único... um somente... e todo feliz... comecei achar que vai valer a pena. Gente que sonha... dá gosto de ver.
Ok, eu tinha razão.
Mas é que eu ando (sou) mesmo bobíssima.

Achados e perdidos

Perdi tempo buscando uma foto para cá. Para o texto que em pouco tempo fez-se sozinho, quando sentei aqui e verifiquei a antiga caixa de email, antes sempre abarrotada de palavras de um único remetente, agora vazia. O mesmo texto que agora se recusa a sair.
Meses vazia, meses que parecem séculos e eu que pareço uma velhinha escrevendo memórias de um tempo remoto.
Queria uma foto de dois rostos colados, bem apertados. Um beijo de bochecha, sabe? Adorava a cara dele depois. Ficava vermelhinho feito um tomate. E com olhos apertados, sorriso doce, enfim... um menino grande.
Não achei uma foto que servisse.

quarta-feira, março 29, 2006

Mandano per aria sogni e grandi amori

"Vorrei avere il becco per accontentarmi delle briciole. Concentrato e molto attento. Sì ma, con la testa fra le nuvole, capire i sentimenti quando nascono e quando muoiono..."
"Queria ter o bico pra me contentar com migalhas. Concentrado e cuidadoso. Sim mas, com a cabeça nas nuvens, entender os sentimentos quando nascem e quando morrem..."
Povia, Vorrei avere il becco, 2006.

terça-feira, março 28, 2006

Oráculos

O amor é o que é, eis tudo. Vive-se o amor ou não. O amor é uma asa que bate dentro do peito como dentro de uma gaiola, e que me leva a fazer coisas que a você parecem insensatas.
Milan Kundera em " L' immortalité ", 1929.

Quando estou triste - ou nem tanto - uso os livros como oráculos. Na verdade, o primeiro oráculo é a estante. Escolho ao acaso um dos livros que estão lá e o abro em uma página qualquer. Às vezes, decido antes qual página vou ler, digo um número qualquer, vou lá pegar o livro e busco nele a página escolhida. Fiz isso hoje.
Triste? Nem tanto... muito.
Quando acordei, senti que alguma coisa não estava no lugar. Aquela sensação de estar indo adiante cessou há dias mas hoje também a vontade de tentar continuar indo cessou. Hoje, definitivamente, não havia nada de progresso em mim. Woman sem progress.
No lugar da sensação, estava a lembrança viva daquele rosto quente colado ao meu. Um rosto rosado, de barba mal feita, com um sorriso largo e uma voz grave falando manso.
Não dei nenhum passo adiante hoje. Mas a vida é isso também, certo?
Espero que seja.

Retratação

Embora às vezes (muitas) eu a maltrate, acreditem, não tento intencionalmente assassinar a língua portuguesa. Juro!
Não vou nem tentar explicar o caos que é, em certos dias, ter que gerir duas línguas convivendo no meu cérebro. Isso sem falar nos dias em que o inglês e o espanhol rasteiros que trago arquivados em alguns neurônios - e que se escondem quando mais preciso - resolvem vir à baila pra complicar minha vidinha...
Camões e Machado devem estar retorcidos nos túmulos por minhas graves ofensas mas... enquanto há vida há esperança! E enquanto houver o corretor ortográfico do word, vou tentar escrever nele antes de inserir os textos aqui :-D
Ainda bem que o Pasquale Cipro não lê o meu blog! ;-)

Ai ai...

Quero férias de mim. Já disse isso. Agora, dei para me repetir. Ando em círculos e escrevo em ciclos repetitivos. Estou sem o menor saco pra me aturar. Minha preguiça me cansa. Minha disposição me prejudica. Minha saudade maltrata. Eu só quero mesmo um período tranquilo. Dentro e fora. Um período para não sentir falta de ninguém. Para não lembrar. Um período sem nada de urgente por fazer, sem saudade para doer. Um período como aqueles em que, despretensiosamente, tudo acontece.

segunda-feira, março 27, 2006

No futuro

Espero que inventem um modo de permitir o controle do passado. Algo parecido com a lixeira que está sempre aqui, diante dos meus olhos. Basta que eu minimize tudo e mando pra lá o que eu quiser. Seria tãaaaao prático! ;-) Ok, não é uma idéia muito poética mas foi o que me ocorreu no momento. Não estou boa hoje. Estou realmente muito má. E tenho dito.
"Em paz eu digo o que eu sou o antigo do que vai adiante. Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante"
ps. Este template está do meu agrado mais do que os precedentes. Vai durar. Duvidam? Mas é a verdade. Quem blogar verá! :-)

domingo, março 26, 2006

Esperando o abismo

(...) Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos. A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as causas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some (...)
Marco Aurelio
Era um imperador, adorador da razão, daqueles que levavam à sério o lugar que ocupavam. E até disse muitas coisas aproveitáveis.
Eu que não reino sobre coisa alguma mas também levo à sério este meu lugar, aguardo ansiosa que o meu passado também se torne esse abismo infinito.

sábado, março 25, 2006

...


Casa vazia, chuva e Elvis que canta Can't help falling in love só pra mim enquanto ninguém mais quiser cantar. Enquanto escuto sons que vão embora lentamente. Devagar demais pro meu gosto.
Os sonhos quando nos abandonam vão até depressa mas deixam os pertences e, em certas noites, voltam pra buscar o que deixaram.
E riem de mim. Acham que não vejo que estão levando sem pressa até o que era meu desde sempre.

sexta-feira, março 24, 2006

With or without you

Com ou sem, indo ou vindo, cedo ou tarde, antes ou depois... frases feitas são sempre tão eficazes na vida alheia. Vivo tentando aplicá-las na minha e não funcionam. Paciência no fim.
Não estou boa hoje.

quinta-feira, março 23, 2006

Além

Deveria escrever sobre o dia que correu, sobre a chuva que marcou hora mas não veio e não sobre os amigos que contam novidades enquanto eu...
não sei mais nem falar do dia.
Nasceu a filhinha da amiga que mora longe. Uma linda menina de olhinhos puxados, bochechas rosadas, cabelos pretinhos; uma mistura equilibrada das fisionomias dos pais. Foi muito sonhada e benvinda. Tô babando nas fotos :-)
Uma outra amiga telefonou pedindo receita de bolo. É uma recém casada que não sabe nem fritar um ovo.
Um amigo quase irmão mandou e-mail contando sobre novas conquistas amorosas.
Meu primo, que foi embora daqui na semana passada, também mandou e-mail contando que chegou bem em São Paulo, está empolgado com a nova casa perto do local de trabalho dele e da esposa mas disse que a mobília, pra variar, vai atrasar.
De repente, parece que estou congelada. E não adianta repetir pra mim mesma que esse marasmo vai ter fim. Olhando daqui, o dia ainda parece muito distante. Não o vejo nem no horizonte.

Born to run

Errei. Quando não planejei a saída definitiva, errei. Voltei e foi bom ter voltado ma errei de novo. Errei por ter ficado muito tempo sem planejar nova partida. Mas foi natural. A alegria da volta. Quando estive longe, meu pai emagreceu quase dez quilos e minha mãe adoeceu. E eu, longe deles, não me sinto mesmo lá muito bem. Mas presa à eles me sinto ainda pior. E quem disse que seria fácil me colocar a caminho de novo? Não pensei nesse detalhe. Errei. E agora, não consigo planejar nada nem posso. No momento, só consigo escutar ao fundo uma das músicas que meu pai me ensinou a cantarolar. Essa é meio épica, completamente pé na estrada.

quarta-feira, março 22, 2006

Velhos amigos II

Tive vontade de rever outro velho amigo hoje. Mora tão perto e há tanto não nos víamos.
Fiz descer da prateleira o livro vermelho desbotado com quatro textos. Queria reler Mauser rapidamente mas fiquei mesmo foi parada à porta do livro, onde estão umas palavras, já não me lembrava delas... "Para que alguma coisa surja é preciso que alguma coisa desapareça. A primeira configuração da esperança é o medo."
Heiner Müller
Caimento perfeito, uma luva. Os amigos sempre têm algo a dizer e que vem a calhar.
E no rádio The Carpenters cantam Only yesterday. Conspirações no ar.

terça-feira, março 21, 2006

Exílios

Estava aqui de olho na tv. Chamou minha atenção a cena de despedida de uma personagem chave da minissérie JK. Essa produção da Globo está repleta de releituras floreadas daquele período mas algo que saiu no texto final da personagem é uma simples verdade que vale até hoje:
"estão aprisionando nossa inteligência e exilando nossa esperança"
Em todos os sentidos, ano após ano, eleição após eleição, é isso que fazem os traidores que se revezam no poder e, desde tempos imemoriais, estão comprometidos com os próprios bolsos e com intresses de alguma nação que não é esta.
Aprisionam nossa inteligência nas dificuldades da vida vivida aqui, exilam nossa esperança quando não oferecem chance alguma aos filhos mal nascidos do Brasil, filhos esses que se tiverem sorte, vão caçar uma vida longe e se tiverem força suficiente vão tentando sobreviver aos empurrões por aqui mesmo. E há ainda e sempre em maior número os filhos desgraçados do Brasil, que nascem, crescem, sofrem o inferno na terra e morrerm nas mãos das nossas mazelas sociais que se aprofundam na medida em que cresce lucro dos que estão alheios à nossa miséria.

Lixo stressante

(...) no momento em que esvazio a lixeira pequena na grande e a transporto erguendo-a pelas duas alças para fora da entrada de nossa casa, embora ainda agindo como humilde roda do mecanismo doméstico, já estou investido de um papel social, constituo-me em primeira engrenagem de uma cadeia de operações decisivas, ratifico minha dependência das intituições, sem as quais morreria sepultado por meus próprios resíduos em minha casca (...)
Italo Calvino, da compilação La strada di San Giovanni, 1990.
Minha mãe não leu esse livro nem está pensando em seu desempenho na cadeia de operações decisivas da sociedade. Suspeito seriamente que minha mãe sofra de fobia do lixo. É só o lixeiro tirar férias deliberadamente e vermos o volume de lixo crescer nas lixeiras que minha mãe vira stress puro. Se continuar assim, vou pessoalmente levar o lixo na casa do lixeiro pra ele aprender a não deixar nosso lixo - e a cadeia de operações decisivas - à espera! Grrrrrr...
Ilustração: Kathi Käppel

segunda-feira, março 20, 2006

Palavras

pequenas, palavras apenas,
palavras...

Vou almoçar. Frango ao molho de gengibre e creme de cupuaçu na sobremesa.

Estão servidos? :-)

Águas de março

Vento forte com sabor estranho, céu cinza escuro, pouca luz, urubus voando baixo, recolher a roupa do varal e correr para dentro. As cruzetas e os pregadores ficaram pelo caminho. Salvei a roupa seca recém lavada. Menos mal. É março. Águas grandes vão subir até o dia 29. Dizem que a maré cheia desse dia vai ser a maior dos últimos tempos.
Sempre dizem isso. A verdade é que desde 1993, dizem isso todos os anos mas só naquele ano funcionou. Mas o dizem mesmo assim porque não querem correr o risco de deixar-nos desavisados sobre as enchentes. Naquele ano, foi quase uma semana de águas grandes mas a maior enchente, prevista para o dia 20 de março, chegou no dia 18. Um dia claro foi aquele.
Ninguém teria dito que a chuva seria tanta nem que os rios cresceriam tão rápido. Fui à sala olhar a rua e o que achei foi a água brotando do chão e passando rápido por debaixo das portas. Chamei por meu irmão: Temos visitaaaaaaaaaa!
Dois ratos d'água somos. Criados no centro histórico de uma cidade ribeira, com um rio passando quase sob nosso nariz, sabíamos bem que o rio nos daria só mesmo uns poucos minutos para levantar do chão, por ordem de prioridade, todas as coisas que nossos braços conseguissem suportar.
Nosso amigo cão já tinha a casinha preparada. Uma palafita no pátio de trás. O cachorrinho estando bem, passamos às coisas. Caixas de som e livros primeiro! Amplificadores para o alto da estante! Gavetas de roupa e de mantimentos passavam dos armários para cima dos armários.
Menos de 15 minutos depois, meio metro de rio já estava cá dentro. Até hoje, lembro do medo. Não sei nadar e meu porto seguro estava afundando rápido demais. Chegou à quase um metro a enchente daquele dia.
Meus pais estavam fora, telefones mudos, buscamos abrigo, juntamente com os vizinhos em outras ruas mais altas do bairro, em casas de conhecidos. Na porta de quem tinha o telefone funcionando formou-se fila. Solidariedade é coisa que há neste bairro. Estamos acostumados às enchentes das ruas mas das casas nem tanto e isso nos une. No mais, quem faz-se ou foi feito na Amazônia não é tapioca. Tem que saber tirar dos rios e das chuvas o proveito e a amizade.
É uma classe média diferente a que vive aqui. Há também uns ricos de berço. A maioria dos moradores é feita de pessoas que nasceram aqui ou fizeram a vida aqui, que vêem nas ruas estreitas e nos restos do casario colonial uma parte de si. As casas, antigas ou novas, são boas, bem construídas, sólidas de matéria e de afetos. É um bairro tranquilo que muitos sonham e não têm nem vão ter... porque aqui, quase não há casas à venda ;-)

domingo, março 19, 2006

Velhos amigos

Das coisas que li e quardei n'alma, algumas chegaram às minhas mãos quando essas ainda eram pequeninas. São coisas de pouco valor para a literatura mundial mas e daí? Eu não sabia disso àquela altura e nem precisava saber. Estão incluídas nessa categoria as tirinhas da Mafalda, do Chico Bento, da Turma da Mônica, Los tres amigos e a nada infantil Chiclete com Banana.
Outras dessas leituras importantes pra mim chegaram mais tarde, quando eu já sabia, mais ou menos, o que não gostaria de ler. Hoje, tive vontade de reler dois livros espíritas: “Há 2000 Anos” e “Cinqüenta Anos Depois”. E também tive vontade de reler a coleção da Chiclete com Banana. Gosto literário eclético, que mal há? :-)
Mas estou sem tempo até pra me coçar, ainda mais sem tempo para rever esses amigos...

sábado, março 18, 2006

Progresso?

Hummm... recomeçando:
aquele template estava me agradando mas andei sentindo falta de um branquinho ao fundo. O horizonte tem que ser largo. Mas a verdade é que estava fartinha de background. Nem eu me entendo às vezes... mmmhhh... ok, ok... Quase sempre, não me entendo.
Simplificando: vai ficar este template aqui até que eu queira mudar :-)
2:00 AM (19.03.2006)



Run run run...
Eu quero chegar antes...
de cansar!

quinta-feira, março 16, 2006

The language is leaving me...

Não quero mais falar de mim. Também não quero mais falar de outrem. E não quero mais lembrar muito do passado nem sonhar o futuro... que já vai chegar atrasado. E, para completar, não quero ser mais uma a repetir "carpe diem" porque não sou mesmo capaz de viver um dia de cada vez.
Queria só que o passado viesse calado em mim e que o futuro não fosse, olhando daqui, tão parecido com uma saída de emergência e que o hoje fosse melhor. Assim, eu prestaria mais atenção ao agora e isso teria algum gosto.
* Ouvindo Annie Lennox

quarta-feira, março 15, 2006

A palo seco

"...Sei que assim falando pensas que esse desespero é moda em 76. Eu ando um meio descontente. Desesperadamente, eu falo português! Tenho 25 anos de sonho e de sangue... e de América do Sul..."

Um casal de amigos europeus me escreveu ontem. Ambos estão perto dos trinta anos e me contavam, como dois adolescentes, da diversão que estão vivendo nos programas europeus de mobilidade estudantil, dos quais participam e são bolsistas. Um deles, que tem alojamento gratuito, reclamou do valor da bolsa porque, agora, está também pagando a moto nova.
Nenhuma palavra sobre os estudos nem sobre a cultura do país em que estão vivendo. Só festas de férias pagas com dinheiro da UE.
Nessas horas, sou mais grata a Deus por ter-me feito nascer aqui.

Pamonha de Piracicaba?

Nãaaaaooo... vem aí o Chuchu de Pindamonhangaba! Alguém vai querer?!
Pior é que tem quem compre, eu sei. É caro mas quem anda perdendo os olhos da cara por ter comprado lula já está acostumado aos preços que aqui temos todos que pagar.
Olha, tenho que confessar: hoje, li a Veja.
Pausa silenciosa para cobrir a cara de vergonha...
Continuando... essa porcaria não merece meu rico dinheirinho mas a entrevista do Kwame Appiah me interessava.
E o 'radar' do Lauro Jardim até que tava bem sintonizado com a tucanada. Havia uma nota sobre a mudança da mobília do Alckmin do palácio do governo de SP para a cidade natal do chuchu.
Será que só ele já sabia desde antes do dia 8 que seria o candidato?! Será?!
Aproveitaram bem a mídia!
Não são amadores, não são pegos com dólares na cueca. Escondem bem a treta. São tucanos.

terça-feira, março 14, 2006

...

Olha lá, falemos sério aqui...
acaba o JG e o Wack diz mais ou menos isso: "nesta edição você viu que o PSDB está reunido para decidir o candidato, bla bla bla..."
P*t#qp#ri%!!!
Nessa? Tem certeza?! Olha lá, que acho que já vi essa notícia antes! Onde terá sido, heim?!
Eu não aguento mais essa mania de taparem buraco repetindo ramerrão em tom de furo! Quer dizer que a tucanada tá reunida, ok. É necessário. Mas é só isso. Precisa enrolar fazendo o que já fizeram ontem e anteontem e em todos os canais?!
E acham mesmo que o PSDB vai divulgar o candidato antes de lucrar o máximo com o suspense?! Acham mesmo que vão deixar espaço de mídia pro imbroglio do PMDB?! Eu duvido.
E seja quem for o próximo presidente - Serra ou Alckmin ou Lula - nosso futuro político deveria meter medo em qualquer brasileiro que não tenha conta na Suíça.

segunda-feira, março 13, 2006

You will never never never know me...

Não vou reabrir a temporada de flashbacks agora. Foi tudo culpa da velha foto. Tudo culpa de uma maldita foto... aí já viu. Lembranças inoportunas - como quase todas que trago dos últimos anos.
Simply Red cantando "You make me feel brand new", eu lembrando "If you don't know me by now" e com saudade de ter confiança pra dar.
Mirabilis
Lembro de quando comecei a usar internet e todo mundo perguntava se eu tinha icq... levei meses até descobrir o que era e instalar o programinha da Mirabilis. Mas isso foi há muito tempo.
Ultimamente, a florzinha gira pouco por aqui. E eu já tinha esquecido que ligar o Icq à noite - sim, isso mesmo, eu ainda uso Icq, e daí? - exige de mim tanta agilidade quanto um dia de redação. Mas foi bom.
A mãe de uma grande amiga faleceu há dois dias e ela estava precisando conversar. Uma outra amiga estava em meio a uma recaída de amores por um ex dela muito safado. Trocamos figurinhas sobre as safadezas dos nossos ex's e sobre como fugir das recaídas.
O calabrese - esse é outro safado, ex-candidato a futuro namorado da idiota que aqui escreve - ainda não sabe que eu sei dos rolos simultâneos que ele tinha enquanto miava no meu telhado e estava on line puxando assunto comigo, mandando beijinhos e fazendo as gracinhas típicas. Não dei bola.
Resultado de 2 horas de Icq? Dor nas mãos.

sábado, março 11, 2006

Sábado teórico et ensaios

Estive de molho... em meio aos jornais, revistas, depliants, jornais, revistas e mais jornais...
Um dia eu me curo dessa minha paixão por papel&projeto gráfico mas não agora! É que estou afundada no assunto. Gosto tanto que até nem percebo o tempo. Já não me chateia ter perdido o cinema por causa da chuva :-)
Estão mudando as faces dos jornais. E as estão mudando por quê? Por quê essa necessidade - ou imposição? - de substituir palavras por construções ilustrativas, títulos e subtítulos sempre maiores e fotos enormes ou ainda por mosaicos de fotos menores?
Por quê a imagem está deixando de ser parte ou acessório para ser o centro na distribuição de informação nos jornais? Estou pesquisando e escrevendo sobre isso.
Motivo? Paixão que vai virar um projeto aí. Segredo por enquanto ;-)

sexta-feira, março 10, 2006

Giravo, ballavo e cantavo...

Me envergonho mas acordei cantando isto aqui :-)

" è la musica che sale
nel giardino del tuo cuore
sta nascendo un nuovo amore
sono i fiori di lillà
è la musica che và... a a a"

Pouca disposição

Queria não ter nada pra fazer por um bom tempo. Queria tirar férias de mim até que a disposição voltasse...
Ainda há pouco, passou o carteiro, tocou a campainha como se fosse a da casa dele fi%*&)dap&%@ ... quase o mandei... passar amanhã! Não queria nem ter que levantar. Ufff... mas assim não dá pra ficar.
Tenho uma pequena pilha de coisas pra fazer que pode crescer assustadoramente se eu não me mexer logo, mais precisamente nas próximas 24 horas! Ando empurrando coisas. Mal sinal. E estou sem conseguir aceitar trabalhos que não me entusiasmem. Isso é o fim pra minha saúde financeira!
Então, encontro-me indecisa entre tomar biotônico Fontoura ou um banho gelado à cada dez minutos.

quarta-feira, março 08, 2006

Sem flores

Lembrar lutas, causas, musas, heroínas, etc... ok ok o dia é importante. Mas eu queria mesmo era ganhar umas florzinhas e uns beijinhos hoje! Uns chocolatinhos também seriam benvindos...

Mas de quem? :-(

Era aniversário

Nasceu em tempos de guerra. Ficou orfã de mãe aos 10 anos, viu o pai casar de novo pouco depois e deixar os filhos à mercê de uma madrasta egoísta. Fugiu de casa aos 14 anos enquanto o pai fazia mais uma viagem à trabalho. Vagou pelas ruas pedindo emprego na vizinhança até que achou abrigo e trabalho. O abrigo estranho era melhor do que a casa com a madrasta. Disse ao juíz que queria ser emancipada.
Aos 17 anos, conheceu um rapaz pouco mais velho, apaixonou-se por ele. Foi pedida em casamento e acreditou. Engravidou dele sem ter casado. Foi abandonada grávida. Sem apoio, trabalhando e levando uma vida miserável, não teve muito a fazer pelo primeiro filho, que morreu de doença e fraqueza. Ela já não se sentia grande coisa mas sobreviveu.
Aos 19, reencontrou o homem bonito que conhecera de vista aos 14 anos. Sabia que ele era o conquistador do bairro e não lhe deu confiança nem aceitou o pedido de namoro. Sabia que um homem aos 40 anos e com aquela fama não podia ser boa coisa. Mas ele insistiu e ela mudou de idéia, aceitou o namoro. Foi pedida em casamento e não acreditou. Ele insistiu e casaram.
Casada, teve o segundo filho."Um menino lindo que morreu antes do primeiro ano. Fatalidade." Um ano depois, teve seu terceiro filho e, já experiente em tragédias, conseguiu protegê-lo bem. Tinha casa, vida modesta e confortável mas o marido voltara ao velho costume de conquistar. Descobriu tempos depois as traições, quase enlouqueceu de tristeza e partiu pra longe, levando o filho junto.
Tornou-se dura e implacável. Não aceitou ajuda. Passou fome, teve pena do filho mas não o devolveu ao pai. Conseguiu trabalho duro e ensinou o filho a trabalhar antes mesmo que ele pudesse aprender as brincadeiras mais simples dos meninos de 9 anos. Anos difíceis.
Desiludida e querendo ter uma família completa, resolveu confiar num terceiro. Novos filhos, novas perdas, novas traições, novo abandono, fome, muito trabalho, alguma alegria, velha dor.
Reaprendeu a ter fé vendo que o filho mais velho progredia apesar de tudo e os tirava da miséria.
Ajudou muita gente, recolheu mendigos, enterrou indigentes, abrigou doentes e crianças. Fez muitos amigos e partiu antes da cenilidade e ainda cheia de independência, como pedia a Deus.
E devo a ela a certeza que tenho de que ser mulher é, entre outras tantas definições, ser capaz de ressurgir das cinzas milhões de vezes se preciso for.

terça-feira, março 07, 2006

Hoje, dia de recomeço forçado. Música, muita música pro tempo poder passar.

Está decidido. Depois de maio, e do meu aniversário, a mala vai voltar a ter utilidade. Preciso de movimento, de pôr em prática um plano mesmo que nem seja tão novo.

Basta que tenha gosto de novidade e me faça ver menos o tempo.

segunda-feira, março 06, 2006

Serendipity

Em 1994, por um acaso do destino, conheci uma voz que adorei logo de cara. Meu pai comprara um CD nessas promoções de queima de estoque das lojas Americanas. Geralmente, eram cheias de pérolas essas promoções. Cd's maravilhosos escapavam das mãos mais desavidas e ficavam lá, esperando por quem realmente os estivesse buscando mesmo sem saber.

Nestes dias estranhos, de recomeço ora forçado ora espontâneo, tem sido
essa voz a minha companhia favorita. Só a música me empurra ladeira acima em dias como estes.

"(...) T'as rien compris quand je donnais,
J'ai rien appris quand tu partais
Et du plus beau livre d'images,
J'ai déchiré la dernière page,
dommage."
Moulin Rouge. Gosto muito. Mas estou com sono. Ok, agora, que já passou a cena em que eles cantam Your song, vou dormir e sonhar meus moinhos de vento. It's a little bit funny this feeling inside...

domingo, março 05, 2006

Dieta para a imagem


É sempre super surpreendente saber como sou na imaginação de pessoas que nunca me viram. Ultimamente, tem sido um pouco decepcionante, confesso. Com uma ou outra exceção, sempre me imaginam gorducha.
E agora? Como emagrecer no inconsciente coletivo? :-(

Para ouvir e sentir

' My friend came to me with sadness in his eyes. He told me that he wanted help before his country dies. Although I couldn't feel the pain, I knew I had to try. Now I'm asking all of you to help us save some lives. Bangladesh... Bangladesh... '

O Concerto para Bangladesh é uma das coisas que mais ouvi na vida. É um ato de amor por todas as 'Bangladeshs' que existem no mundo. E não me canso de ouvir. Acho que vou ficar vovózinha escutando sem cansar.

Toda vez, penso no quanto o mundo tem sido pródigo em concertos e sempre mais carente de consertos. Porém, mais pobre seria o mundo sem essas manifestações públicas de preocupação e revolta pelas muitas causas desesperadoras que temos por resolver.

O concerto também me faz pensar em coisas menos importantes, confesso ;-) Quando ouço Something e Just like a woman, por exemplo, sempre me pergunto como George e Dylan foram capazes de se apaixonar por mulheres pilantras... ? Ai, que bobinhos...

Paciência.

Hoje, a sala esteve cheia. Alguns amigos, vários DVD's e para o gran finale: o Bangladesh. Papito ainda se emociona muito com esse som. Mal começa Bangla Dhun, os olhos dele já estão vermelhos e, nos primeiros acordes de My sweet Lord, já estão pra lá de molhados. Ultimamente, meu pai anda meio chorão. Acho que é da idade e de ver que o mundo muda...

pra pior.

sexta-feira, março 03, 2006

Miaoooo...

Conseguimos descobrir de onde vinham os miados que ouvíamos desde a noite de quarta. Vinham de dentro do chassi do carro do meu irmão, mais precisamente, de um agregado que está depois da roda e passando o tanque, quase no meio do chassi. Falando assim, parece que sei onde é isso mas foi meu pai que disse ;-)
E lá fomos pra rua debaixo de chuva. Lanternas, chaves de fenda, macaco, papelão pra forrar o chão e a devida assistência de mamãe segurando, com toda a classe, o guarda-chuva. Tudo pra ajudar meu pai a tentar tirar o gato da enrascada.
Assim que viu a brecha, o gato saiu miando alto e correndo em disparada. Nem ficou pro pratinho de leite o coitado.
Por quê essas coisas nunca acontecem na casa do vizinho? :-)

Battisti. Oggi, solo lui mi può capire...

Capire tu non puoi... tu chiamale se vuoi... emozioni...

Acompanhar com o olhar a garça que paira sobre o rio
e depois continuar a voar...
Deitar-se feliz na relva a escutar um lamento sutil.
E ao anoitecer, passar em revista a colina para descobrir onde o sol irá dormir.
Perguntar-se porquê, quando a tristeza cai no coração,
cai como a neve, sem fazer barulho.
E guiar como um louco, com faróis desligados pela noite, só pra ver se...
é mesmo difícil morrer.
Fechar bem as mãos para deter algo que está em mim...
mas em ti não existe.
Entender não podes.
Mas se quiseres, chama...
Emoções.


(Lucio Battisti - Emozioni - versão)

quinta-feira, março 02, 2006

1:54 AM

Nesses dias em que casais apaixonados me perseguem pelos caminhos que faço, tenho tido um nó na garganta e uma inveja que nem é bom contar! Não tenho mais 19 anos mas continuo a ser aquela boba. Aprendi muitas coisas mas sou a mesma boba de antes. Sonho as mesmas coisas de antes e talvez até com mais força agora. Tenho que pisar neste chão devagarzinho pra não tropeçar.