quarta-feira, junho 28, 2006

Calendário do destino

Queria saber se todos os seres têm ciclos e tarefas com prazo de validade; se para todos há períodos mais decisivos, que se repetem como que pré- estabelecidos. Ou sou só eu a ter a vida assim, digamos, cadenciada?
O azul do céu muda, o vento ganha cheiro, as tardes duram mais, as noites menos... é assim quando o universo conspira sobre a minha vida. Sempre assim! E, quase sempre, é em setembro que as viradas se completam... parece que, desta vez, não vai ser diferente.

terça-feira, junho 27, 2006

O que há?

Há um homem sólido que, infelizmente, não posso abraçar tanto quanto quero.
Há que os dias, às vezes, trazem o cheiro, o brilho e a cor de outros dias, idos, dos quais é triste lembrar.
Há que saber que o amor mesmo pleno para uns pode ser nada para outros.
Há o medo de sofrer ainda... e mais.
Há que a tarde estava bela e eu queria ser, ontem e hoje, toda aquela que um dia eu fui. Capaz de amar sem temer.
Há porém alegria porque o homem, o tal sólido, já tem todo o meu coração e uma paciência de Jó com os meus temores! :)

segunda-feira, junho 26, 2006

Tarde para ouvir

Canções de amor de ontem e de hoje, meu café com leite (morninho mesmo no calor deste dia), caminhos de fitas verdes e amarelas, tremulantes, preenchendo a janela; moldura da tarde.
A luz do sol em meus olhos pode me fazer chorar...
ainda...
e apesar de ontem...
e de hoje.

sábado, junho 24, 2006

Anarrié!
As bandeirinhas pelas ruas do meu bairro e de vários outros bairros, o perfume do banho de cheiro que todos tomam, o som das sanfonas, as quadrilhas que se deslocam em colorido vai e vem pelas ruas, à caminho do arraial armado em toda a parte, o cheiro de bolo de macaxeira, do mingau de milho e de tantos outros quitutes juninos, e o estourar dos fogos ao longe, não deixam dúvida... é noite de São João!

Olha pro céu

Olha pro céu, meu amor
Veja como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo...

Foi noite igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava todinho em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E no terreiro, o seu olhar
Que incendiou meu coração

Olha pro céu, meu amor...

(Luís Gonzaga e José Fernandes)

quarta-feira, junho 21, 2006

Maronna mia!
Alguém aí tá vendo a Belíssima? Eu só vejo umas cenas... mas vejo.
Incrível como as palavras do Alberto, falando da filha e do namorado carcamano caberiam bem na boca do meu pai!
Hummm... ainda não tinha pensado sobre isso.
Não quero nem ver a tarantella que vai dar ;)

segunda-feira, junho 19, 2006

Take me on
Acho que vou mesmo. Acho até que já fui.

Meu período não é intimista. Já nasci intimista. Não busquei isolamento. O isolamento vem me visitar de vez em quando. Não deixei os amigos. Eu os carrego comigo mas me desligo deles quando acho que devo.
As pessoas precisam também - diria principalmente - da solidão para crescer. Refiro-me a mim... mas aos amigos também.
Os dias de sol e as tempestades de verão reforçam a minha sensação de estar mesmo em novo lugar. Não mais manhãs nubladas e tardes de céu desabando. Não mais noites frias.
Parti para o verão e estou adorando este novo lugar. É a estação do sol na minha terra. Aqui, como lá, faz sol. Será sintonia? :)

domingo, junho 18, 2006

F i n a l m e n t e
um feriadão decente!
Absolutamente
nada pendente,
nada para fazer,
nenhuma obrigação;
nenhum esforço
exigido.
Repouso.

sábado, junho 17, 2006

Ele fez sorrir




"... That's the time you must keep on trying,
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile"




Mas quem nos faz sorrir não deveria partir antes dos 100 anos.

sexta-feira, junho 16, 2006

Take on me


Não, não escolhi este isolamento para castigar quem quer que seja. É a combinação de cansaço e coisas para ruminar. É a vontade de estar sossegada neste longo feriado... e de ouvir só o que apetece.
O quê? O som das minhas memórias misturado ao de uns CDs novos. O do Jota Quest e o da Marisa Monte têm algumas músicas que me conquistaram. Sim, eu também consumo a música comercial do país da bossa nova e até gosto bastante de uns produtos baratinhos que andam tocando nas rádios! :)
Mas é mesmo nas doces e (nem tão) velhas canções do A-HA, cheias de melodias criadas na moda dos teclados e sintetizadores, que estou viajando tranquila neste feriado. Quem pode esquecer a introdução de Take on me? Eu é que não! ;)
Cantando mentalmente I'll be coming for your love, OK? Take on me, take me oooonnn...

Há amigos...

e amigos!
Não são todos uma coisa só. Gosto dessa explicação ao estilo do popular uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Resolvi ligar o f*d# - se e mandei às favas aqueles que só lembram de ligar quando precisam de um ouvido ou de um ombro.
Quando estavam belos/as e saltitantes, não lembravam da existência de cinemas e pizzarias nos feriados. Quando estavam em companhias ilustres, esqueciam de quem lhes dera um empurrãozinho para lá estarem.
Assim sendo, sem rancores mas sem remorsos, desliguei o celular em pleno feriado e em meio a vários ruídos lamuriantes... Até via orkut, chegaram os protestos. É mole?
E aí meu telefone fixo andou tocando...
Mandei dizer que não estou p-a-r-a-n-i-n-g-u-é-m!!!
Aqui em casa, até ficaram assustados porque nunca faço isso mas... quer saber?
CANSEI.

quinta-feira, junho 15, 2006

Fora

Passadas as primeiras agitações da Copa, ainda há cheiro de férias no ar... aqui na minha rua, está tudo enfeitado de verde e amarelo. As crianças fizeram tal qual fazíamos, eu e meu grupinho, na infância. Ver o alvoroço deles me fez lembrar daquele tempo. Alguns são filhos dos meus amiguinhos. E, espero, um dia, sejam, amiguinhos dos meus filhos. Enquanto esse dia não chega, aproveito a poesia da janela... e até me meto na brincadeira :)
Dentro

Depois de tanto tempo sem sentir coisa significante, é até bom sentir este medo... de aprofundar o sentimento. Ou talvez tenha sido o aprofundar que gerou o medo (?). Mas o medo está. Vai passar, sei disso. É só ter paciência... talvez.

segunda-feira, junho 12, 2006

Noite cliché

...
Já sei errar sozinha sem pedir conselhos
Se eu sofrer, quem é que vai chorar por mim?
Já sei olhar pra mim sem precisar de espelhos
Não me diga que não
e nem diga sim...
Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra quê?
Quero ser feliz
Bye, bye, tristeza
Não precisa voltar!

A mãe, o pai e eu

Ontem, Portugal. Hoje, Itália. Amanhã, Brasiiiiiiiiiiil!

Sim, gosto de futebol. Não, eu não caio nas armadilhas comerciais e eleitoreiras nacionalistas de última hora!

Estou torcendo desde as eliminatórias :))

domingo, junho 11, 2006

Não pelo almoço nem pelo futebol...

mas cantar o hino ainda é bonito! :)
A mãe e o futebol não são compatíveis!
Vai começar a partida, perguntei se posso cantar só até o marchar marchar e ela está dizendo que eu a estou a magoaaaaarrrr! hehehe ;))

Vinhadalho

Polêmica sobre o jogo entre Angola e Portugal... ai ai...
onde foi parar a lusa esperança?
Existe mesmo essa rivalidade? Ou é coisa de grupelhos que se comprazem dissemindando ódio à serviço de seus interesses?
Sim, também sei o que é ter nascido em antiga colônia e ter nojo de muitas passagens das histórias atreladas por correntes mas não só por correntes é bom que se diga! Há muito mais do que isso a ser lembrado e estou fartinha de lembrar rancores. Ainda mais farta se são rancores nacionais.
Gosto mesmo é das coisas simples. Por falar nisso, hoje tivemos banquete de domingo especial. Comemos peixe e, como sempre, algumas partes do peixe foram para o caldo em que cozinhamos cebolas, cenouras e batata. O peixe grande foi para o forno, foi assado... gnam!
Outras iguarias menores estavam na mesa... inclusive o lombinho que estava no vinhadalho desde ontem; tudo muito bom! Aliás, nós todos nos sentíamos lá no vinhadalho junto com o lombinho, esperando por hoje. Por quê? Já disse que minha mãe cozinha divinamente, pois não? :)
Todo o banquete, acho eu, foi para nos convencer a cantar o hino português mais tarde... hehehe... senti-me como os índios que ganhavam espelhos de presente para que entregassem, gratos, o ouro ao colonizador. Mas minha mãezinha nega veementemente que tenha tentado nos comprar de modo tão sórdido. Isso seria luso demais mesmo para uma gaja como ela!;D
Brincadeirinha. Mas que ela gosta de nos ver cantar com o sotaque perfeitinho, isso gosta... hehehe... Então, como é mesmo... hummm... Heróis do mar, nobre povo, etc etc... Ah, o esplendor de Portugal, não posso esquecer o esplendor de Portugal! :))
A parte das brumas, memória, etc é chatinha mas eu lembro. A voz dos egrégios avós é triste... dá vontade de chorar... não só porque a rima é pobre mas porque lembro mesmo das voz meiga da avó. Aí, depois, vem aquela evocação, ou convocação às armas...
Humm... acho que se eu cantar até o marchar marchar, já terei pago o almoço ;)

quarta-feira, junho 07, 2006

Karma ou coincidência

O fato é que as coisas se repetem... principalmente, se depois de anos, continuo trabalhando na mesma área e conhecendo pessoas com profissões semelhantes, que têm a ver comigo e com meu trabalho, enfim... é meio chato isso. Ainda mais sendo brasileira, ter um segundo namorado italiano não estava mesmo nos meus planos. Mas o quê mesmo é que estava nos meus planos? Ser feliz, né? Então, tá...
Mas precisavam ser da mesma cidade o ex e o atual? Chato isso... mas não ligo. Quero pensar em mim... e estou pensando nele. Não no ex. No atual, felizmente!
Realmente, a porta do passado, está trancada mas cenas se repetem. Despedidas, telefonemas, email; detesto distância. Estava decidida a nunca mais passar por isso. Mas dizer nunca mais é como cuspir para cima... e cá estou eu de novo. Acho que deve ser esta minha porcentagem italiana que fica atraindo isso ou talvez seja mesmo karma decorrente do trabalho. Uma vez alguém me disse que quem faz comunicação tem missões karmicas importantes... vai saber se é verdade!
O fato é que esse meu trabalho me apronta dessas! Vou fazer uma entrevista e nunca saio da entrevista sem levar 2 ou 3 cantadas... ufff... isso deveria ser bom. Mas nem sempre são originais, aí cansa... e desta vez foi originalissima... tudo perfeito... E EU NÃO SOU DE FERRO. Droga, viu!
Agora, fico eu aqui, me perguntando se vou lá, passar dez dias sem saudade e me afundar de vez nessa história ou se mantenho-me longe...
e até quando?

segunda-feira, junho 05, 2006

Continuando...

Pouco trabalho, muito medo, pensamentos infindáveis... novelos inteiros de dias e noites, desfiados pensando... e está decidido. Aqui dentro está. Só falta mesmo o primeiro passo.
Vem vindo julho e acho que vou além mar :)